
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Projeto "O Espírito da Coisa: Palavras Sobre Qualquer Coisa" - Launching People Samsung

domingo, 10 de novembro de 2013
Uma breve análise sobre as manifestações - Brasil - 2013 (Junho)
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A verdade da PM
Portanto não venham com chororô, com conversinha. Quem ficar na nossa frente vai tomar cassetete na cabeça, bala de borracha no peito e spray de pimenta nos olhos. Nascemos para isso e iremos cumprir nosso papel. Papel de tutores de vocês, quer gostem ou não. Então vamos parar com essa baboseira de direitos humanos para todo mundo, liberdade de expressão e outras frescuras porque isso é balela, é mentira. Não existe, nunca existiu e nunca irá existir. E eu, e nossa corporação, estamos aqui para garantir que tudo permaneça exatamente do jeito que está, para o seu bem, para o... nosso bem.

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terça-feira, 26 de março de 2013
Carta aos alunos

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terça-feira, 26 de outubro de 2010
honraria
honraria

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O que fazer com um livro ruim?
Esta é uma questão que pode parecer fácil e até simples de responder, mas que me causa uma dificuldade imensa para enfrentá-la, e que ainda permanece.
Parece ser senso comum que nossas escolhas e "gostos" se definam pela construção de nossa identidade social e psíquica, e esta identidade é formada por elementos complexos. O contexto social, a educação dos pais, a educação formal e informal do próprio indivíduo, o acesso à cultura, o poder econômico. Esses diversos fatores (entre outros) podem ser resumidos citando-se um conceito de Pierre Bourdieu, que fala sobre o conjunto de elementos de nascença e as escolhas pessoais que definem o habitus de uma pessoa.
E tudo isso escrito acima para resumir uma percepção clara: Quando toca uma música que não gostamos, simplesmente a passamos no tocador; quando no radinho está a estação que detestamos, simplesmente mudamos seu número no dial; ou quando no cinema vamos às salas assistir ao que mais ou menos já sabemos o que encontrar.
Mas e quando esse produto cultural é um livro? Obviamente que podemos escolher um livro pela capa, e principalmente pelo autor, por quem o escreve.
Porém explico minha aflição. Ganhei um livro no final do ano passado. Um livro de um autor brasileiro, um best seller em vendas (não, não é o Paulo Coelho), e que sem problema algum decidi enfrentar. Acredito que livros são enfrentados, são desafios entre autores e leitores. Além disso não tenho nenhum problema com autores populares. Leio desde Dan Brown a Saramago, passando por Clarice Lispector a Rubem Fonseca, sem problema algum.
A grande questão é que efetivamente o livro que ganhei era ruim, muito ruim. Tive a informação que era o segundo livro de uma trilogia, então imagino a porcaria que era o primeiro livro dessa trilogia. Personagens superficiais, história risível, trama boba, situações inverossímeis. Uma tentativa mal feita de trazer uma mensagem positiva para um mundo negativo, através de má literatura. É claro que a pessoa que me presenteou não sabia que eu não iria gostar da leitura. Um livro pode ser comprado pela capa, pelo título, pelo tema ou assunto, mesmo sem se conhecer muito bem seu autor. Neste caso houve uma associação entre o título do livro/presente e minha personalidade. O presenteador está completamente isento da responsabilidade pelo sucesso do presente. Um presente é sempre uma tentativa, um risco, às vezes se erra, porém todo presente é bem vindo, o lema do "o que vale a intenção" é verdadeira.
Porém um estranho fenômeno aconteceu. A história era ruim, os personagens eram mal construídos e a leitura era extremamente irritante. Mas como largar o livro. Ao meio? Sem terminá-lo? Passamos a música, não vemos o filme, trocamos de canal... mas como não terminar o livro? Lê-lo era quase um suplício, uma dor. Aquele objeto ocuparia um lugar em minha estante, tomaria o lugar de um livro melhor. Não poderia me desfazer do presente. Mas o que fazer com aquele maldito objeto?
Já comecei e parei de ler alguns livros. Mas nestes outros casos foi a pura percepção e intuição de que ainda não estava preparado para tal texto, ou tema, ou autor. Posteriormente voltei a estes livros, e os enfrentei, apesar de saber que em algum momento terei que voltar a alguns deles novamente. Mas com este recente livro/presente não foi o mesmo caso. E a persistência da angústia entre não querer lê-lo e acabar com o sofrimento e finalizá-lo logo para começar outra obra. E na continuação dessa questão que ainda me persegue, lanço a questão para os leitores do PSQC:
O que fazer com um livro ruim?
Besos.
Obs.: Já terminei o dito cujo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
5 cenas "olímpicas"
Em homenagem à nossa cidade, agora olímpica,
e aos anéis que representam os jogos e a paz,
mostro 5 cenas de como nossa cidade e estado estão se preparando para receber o mundo
e as Olimpíadas.

Fonte: http://gritodanacao.wordpress.com/2008/04/26/
Legendas da sequência de fotos, de cima para baixo:
1 -Acidente com trens em Japeri fez 18 feridos leves, dizem bombeiros
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1347207-5606,00.html
2 - Fraudes em licitações no Rio passam de R$ 20 milhões, diz polícia
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1366441-5606,00-FRAUDES+EM+LICITACOES+NO+RIO+PASSAM+DE+R+MILHOES+DIZ+POLICIA.html
3 - 33 mortos no Rio de Janeiro
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1349884-5606,00.html
4 - Mulher baleada e morta, filha de 11 meses é atingida em seu colo
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1355495-5606,00-MAE+MORTA+POR+BALA+PERDIDA+NA+PENHA+E+ENTERRADA.html
5 - Helicóptero da PM é derrubado no Rio de Janeiro
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1345097-5606,00-POLICIA+SABIA+DE+ATAQUE+AO+MORRO+DOS+MACACOS+DIZ+SECRETARIO+DE+SEGURANCA.html
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1344863-5606,00-NUNCA+VI+TANTO+TIRO+NA+VIDA+DIZ+MORADORA+DO+MORRO+DOS+MACACOS.html
Viva nossa cidade olímpica!
Fonte: http://pombosemasa.wordpress.com/Que os deuses olhem por nós!
Besos.

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domingo, 22 de novembro de 2009
covarde

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Observação 4:
OAB/RJ- As campanhas
Logo pensei: "Ué, o TSE liberou a propaganda política antes do tempo?". Ledo engano, tolinho. Na verdade eram campanhas, em plena rua, tentando arrebatar votos para a nova presidência da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil. Campanhas nas ruas? Mas só quem pode votar não é quem tem a famosa carteirinha?
Tenho um companheiro de trabalho que é advogado e que foi obrigado a votar hoje. Pelo visto o voto dos filiados à OAB também é obrigatório. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de haver campanhas com um número considerável de pessoas e obviamente com um custo elevadíssimo em uma cidade média/grande como Nova Iguaçu (que não é uma metrópole). Fico imaginando o custo dessas campanhas na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo.
Outro detalhe interessante: Segundo esse mesmo companheiro de trabalho, o cargo de presidente da OAB não é remunerado. Engraçado... então esse trabalho deve ser muito bom mesmo, muito digno, etc. Não sei não, mas acho que como não há remuneração, deve haver outros dividendos neste cargo, ou então não investir... gastariam tanto nessas campanhas. Quem sabe não pode pintar em um futuro próximo, por exemplo, uma vaguinha como deputado estadual, ou como deputado federal, ou uma presidência de tribunal aqui, outra acolá...
Bom, deixa eu parar por aqui porque não tenho dinheiro para pagar processo não...
Besos e bons advogados para esse país.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Bom, acabou de ser anunciada a cidade sede para as Olimpíadas de 2016, e a cidade do Rio de Janeiro foi a escolhida. Não sou daqueles que torce para que tudo dê errado para que minha tese dê certo, ou seja confirmada.
Acredito que essas Olimpíadas sejam a chance mais importante da história da cidade do Rio, e espero que os jogos tragam benefícios para a população, para TODA a população. Que além dos jogos vejamos em nossa cidade e estado uma transformação de como se fazer política e de como se pensar o urbano.
Que 2016 seja um marco para todos nós!
Parabéns Rio de Janeiro!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Olimpíadas - Rio 2016! Eu sou... contra!

Sou um aficcionado por esportes. Por quase todos eles. Sou daqueles que não perde o futebol televisivo de quartas e domingos. Que quando escolhe a primeira ou segunda página da internet, ela certamente é uma página esportiva. Na verdade acho que um de meus sonhos sempre foi ser um atleta profissional. Não fui por causa da minha altura e provavelmente do meu não-talento, mas sempre pratiquei esportes. Natação, judô, futebol, voleibol, corridas e caminhadas. Minha adolescência foi recheada de amigos, acampamentos e práticas esportivas. Era um bom jogador de volei, habilidoso levantador, mas minha altura não me permitiu vôos mais altos, literalmente. Além disso sempre fui muito focado em minhas escolhas profissionais presentes e futuras. Sempre flertei com os estudos e leituras que tomariam quase todo o tempo de minha vida, como tomam até hoje. Mas sou um apaixonado por esportes. Nunca joguei tênis em minha vida, mas posso ficar horas assistindo jogos seguidos dessa modalidade, inclusive descrevendo regras e nomes de jogadas, que acabo explicando para minha noiva que é formada em... educação física!
Sempre imaginei e vicejei a realização de grandes eventos esportivos em nosso país. Porém um grande desencantamento tomou-me de assalto após um grande evento esportivo realizado na cidade do Rio de Janeiro, o Pan 2007. Este evento minou todas as minhas esperanças de que algo poderia mudar na cidade do Rio ou em nosso estado, após um evento grandioso, transnacional, internacional. Decepção, infelizmente.
Já tinhamos provas de que é possível controlar nossa violência descontrolada por curtos e específicos espaços de tempo. A ECO 92, realizada também no Rio de Janeiro, foi uma prova dessa capacidade. A utilização das forças armadas gerou até uma demanda popular para que a segurança do estado permanecesse com os homens verde-oliva.
E mais uma vez a violência deu uma "trégua" durante o Panamericano de 2007 (será que nossa mídia não ajudou um pouquinho também...). Porém as principais motivações levantadas, apontadas e comemoradas pela mídia e principalmente pelos governantes e políticos eram as melhorias que seriam implementadas na cidade e na região metropolitana devido à realização dos jogos em solo fluminense. Milhões foram gastos. Estádio, centro de esportes aquáticos, pista de ciclismo ultra-moderna, reformas na marina da Glória, na Barra da Tijuca. Na Barra da Tijuca?!?!?! Sim, enfim... esquema de transportes, de segurança, tudo isso e um enorme dividendo político. Quem não queria sua boquinha. O prefeito-do-casaco, o quase eterno da cidade do Rio de Janeiro fez de tudo pelos jogos. Aí vem no pacote toda a turma dos asseclas do prefeito, do governador. Vêm os vereadores, os deputados estaduais, federais, o presidente da República.
E dois anos depois vemos tudo se repetir. Vemos o prefeito, o governador e o presidente como amigos íntimos. Pedindo animação para a população, pedindo votos para o COI. O governador deu até ponto facultativo no dia que será revelada a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Pelé está nessa, como sempre, como em todas, desde a ditadura... tudo bem, ele é o rei de direito, talvez o único em toda nossa história.
Mas vamos ao panorama cotidiano: O prefeito e sua choque de ordem. Sobre quem? Sobre pobres, camelôs, moradores sem-teto, moradores de rua, os muros em favelas. Choque de ordem sobre os motoristas, através da fábrica de multas municipal... Para quem? A elite da zona sul carioca. Nada de anormal. O governador? Nosso governador gosta de mandar bater em professores, dar aumentos com prazo de 7 anos, piorar a qualidade de vida dos moradores da região metropolitana acabando com, no mínimo, 740 vans e tirando emprego desses motoristas, apesar de ser necessária uma regulamentação. Nosso presidente parece estar em eterna campanha, e está mesmo, pois Dona Dilma tem que vir forte para o ano que vem.
E o que restou do Pan 2007? Nada! Absolutamente nada! Temos um estádio olímpico lindo, sub-utilizado pelo Botafogo (meu clube de coração), e que também seria mal utilizado pelos nossos outros "organizados" clubes cariocas. Temos o centro de esportes aquáticos quase parado. O equipamento para o ciclismo largado. O transporte, como vai? O lixo de sempre, cada vez pior. A segurança pública? Bom, é melhor parar por aqui.
Estou cansado de ser feito de otário, de babaca. De ser humilhado pelo estado. De ficar com medo de tomar quinhentas multas por dia nas ruas do Rio. De andar com medo em qualquer hora do dia. De rezar para ter dinheiro para poder pagar o plano de saúde, não somente o meu, mas o de toda minha família. Chega! Temos que parar com os ufanismos, com os bordões de "agora vai dar". Desse jeito não vai dar. Nunca deu. Só vai melhorar quando cobrarmos de verdade. Quando pararmos de eleger essa corja, como sempre elegemos, sempre. De pararmos de enriquecer Odebrecht's , Andrade Gutirrez's, sem saber nada sobre essas licitações. Vide a nossa famigerada Cidade da Música, ex-Roberto Marinho.
A população de Chicago está correta. Eles também sabem que esses jogos só servem para alguns ganharem dinheiro, e esses "alguns" não são a população em geral, os pobres. Eles sabem. Eles foram governados pelo Bush. Foram e estão sendo roubados pelos ex-ricos bancos americanos, com a plaquinha do governo americano e uma foto de Obama dizendo "I'm sorry".
Temos muita boca para alimentar. Muita favela para asfaltar. Muitos alunos para aulas decentes dar. Muita arma para proibir entrar. Muito político para mandar se ferrar...
E se você acha que as coisas vão melhorar com a Copa do Mundo, com as Olimpíadas, sinto muito! Tá na hora de olhar pra trás e acordar. Estou fechado com o pessoal de Chicago. Mudo somente o meu voto:
!Viva Madrid 2016!
!Olé!

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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Revolta cinematográfica: Não ao filme dublado!
CHEGA! NÃO AGUENTO MAIS! VENHO POR MEIO DESTE POST DEMONSTRAR TODA A MINHA INDIGNAÇÃO:
Não é mais possível assistir nenhum filme em Nova Iguaçu, São João de Meriti ou Nilópolis sem ser com cópias DUBLADAS!
Não sei porque mas o Grupo Severiano Ribeiro, e outros grupos que possuem e administram salas para a reprodução e venda da sétima arte, acham que toda a população do Rio de Janeiro, que não faça parte do eixo Centro/Zona Sul (Botafogo)/Barra, é analfabeta. Porque não há razão para que eles não reservem pelo menos uma cópia ou horário para alguém que quer ouvir voz e som originais de um filme estrangeiro.
Para citar um exemplo: Fui com minha namorada ver o filme "Wolverine" no Severiano Ribeiro do Top(?)Shopping em Nova Iguaçu. Opção mais pipoca e comum que alguém poderia escolher. Tiro certo para diversão fácil e rápida. Chegando lá só havia uma alternativa: cópia dublada! Perguntei se poderia falar com o gerente. Foi quando o homem do guichê falou que eu poderia falar com ele, falou com tanta propriedade que acreditei mesmo que além de homem-do-guichê, ele também fosse o gerente.
Pergunta: "-Por que não existem mais cópias legendadas aqui em Nova Iguaçu?"
Resposta: "-Por que 90% do público pede cópias dubladas!"
Contrapergunta: -"Porra! E os 10% da qual eu faço parte?"
Contraresposta: ".........................................."
Gente, vocês não fazem ideia de quanto dinheiro e lucro eu já dei para o Grupo Severiano Ribeiro. Possuo uma caixa repleta de tickets de filmes que não jogo fora, e que vão perdendo as informações, ficando só aquela contracapa escrito em vermelho: Severiano Ribeiro. Mas não me importo, pois sei que aquele papelzinho representa a memória de algum filme (bom ou ruim) que me emocionou e marcou um momento de minha vida dentro de um cinema. Sou um cinéfilo inveterado e apaixonado.
Mas continuando nossa saga...
Depois de resistir um pouco e de alguns palavrões ditos em voz inaudível (e que só Dona Carla pôde desfrutar), entramos na sala para assistir ao mutante de garras de osso e depois de adamantium. Bom, o filme é fraco, mas isso não importa.
O que importa é que fomos assistir ao filme já putos da vida, e para a nossa não-surpresa essa foi a cópia com a dublagem e com o som mais porcaria que já vimos e ouvimos em uma longa trajetória de filmes assistidos, juntos ou sozinhos. Nós não conseguíamos ouvir as vozes mal-dubladas dos personagens e para completar a cópia tinha um CHIADO horripilante. É isso mesmo que vocês estão lendo! Vimos o filme mais pipoca do ano com um tremendo de um chiado. Chiado este que fez com que nós perdêssemos, por exemplo, as falas na cena do helicóptero (quem não viu... não liguem, não há muito o que perder).
Saímos frustrados com a falta de respeito da empresa com relação ao som da cópia oferecida aos clientes e depois desse evento decidi não mais ver filmes da rede e muito menos com cópias dubladas.
O mais triste é perceber que no Rio de Janeiro só há, praticamente, duas opções para se ver filmes legais e em boas condições. Na verdade só existem dois bairros para isso: Centro e Botafogo. Se você não mora próximo, ou frequenta constantemente esses bairros... esqueça! Irá ter que aturar filmes mal dublados e com chiados. Se for da Baixada então... é melhor nem ir ao cinema, porque além disso tudo persistem os aborrecentes que vão gritar o filme todo e você pode cometer um ato violento (agradeço cada minuto que Carla me acompanha dentro de um cinema hoje em dia, pois já poderia ter cometido algum assassinato dentro da sala escura).
Só queria deixar algo claro para o Grupo Severiano Ribeiro e para todos os shoppings que possuem cinemas:
A população da Baixada Fluminense e dos subúrbios, em sua grande maioria, sabe ler e escrever, mal, mas sabe. E uma parte substâncial dessa população deseja e almeja assitir filmes podendo ouvir e testemunhar a interpretação e som originais de um espécime hollywoodiano ou de qualquer outra origem.
Irei, então, destilar e focalizar toda a minha fúria contra o Grupo Severiano Ribeiro com o slogan:
COM FILME DUBLADÃO, SEVERIANO RIBEIRO NÃO!
Juntem-se ao PSQC nesta companha:

Cinéfilos cariocas uni-vos neste grito contra a opressão das vozes que não combinam com os personagens. Contra o baixo volume que faz a gente ficar perguntando ao companheiro ao lado: "O que ele disse?". Contra os chiados insuportáveis que quase todos os dubladões carregam.
Digam não!
Besos revoltados.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Por que algumas pessoas têm medo de teatro?
Por que o público tem medo de interferir ativamente em espetáculos teatrais?
Por que o teatro é tão caro?
Por que o teatro é tão mais caro do que o cinema?
Por que é tão elitista?
Por que o teatro popular, em sua maioria, é oferecido com comédias pastelões?
Por que Shakespeare tem que ser difícil?
Por que não tem um grande teatro em minha cidade?
Ou será que esses por que's simplesmente não existem?
Sei lá o por que...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O Furacão 2001 - Expresso 171
O turbilhão começou e a vontade se torna cada vez mais incontrolável. Acordo no meio da madrugada como um louco. Dano a sentar na frente do computador, e como um vampiro literário escrevo alucinado sobre nada, pois nada do que penso, hoje, tem importância. Mas escrevo ensandecido de curiosidade por onde irei chegar e se conseguirei aportar em algum lugar.
Sonho com a fama, a fama mais vil: mulheres, dinheiro, carros, sexo, sexo, sexo... Porém as coisas mais fáceis, não consigo. As meninas de 13 anos por quem me apaixono, não me dão bola. E olha que não sou um cara feio e ruim de papo, muito pelo contrário, bom, a modéstia nunca foi um de meus maiores atributos. Minha mãe me diz isso.
Então estou aqui continuando a escrever como um louco, querendo formar um novo clube da esquina, ou uma nova tropicália, ou uma nova bossa-nova. Não tenho um nome, mas tenho idéias, tenho uma gama de amigos talentosos e não tenho dinheiro, fator fundamental, pois senão, seria chamado de "burguês do berço de ouro".
Portanto sou um filho da Baixada pensando em ser escritor, antropólogo, falar francês e inglês e ao mesmo tempo “meter o malho” nestas culturas imperialistas. E quando tiver 55 anos, me converter a alguma religião, ter filhos, trepar com algumas mulheres bonitas e morrer de câncer. Ser um intelectual genial e genioso marcado nos anais do Brasil.
E algum rico cineasta pegaria minha história e estórias, faria um roteiro genial e produziria um filme que se tornaria o primeiro filme brasileiro ganhador do Oscar. E eu já morto, me contorcendo no caixão por não ter podido levar a estatueta dourada (ela não é de ouro) para a escrivaninha de mogno contrabandeado do meu escritório. Sala de trabalho feita de pau-brasil de uma reserva Xingú.
Bem, acho já tive minha visão mediúnica de hoje. Amanhã tenho que acordar e lembrar do dinheiro da passagem do ônibus, do “esporro” do chefe, do fora da menina de 13 anos, da minha mãe na menopausa, do meu pai sem emprego...
Bom, amanhã voltarei a ser mais um latino-americano com pouco dinheiro no banco.

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terça-feira, 7 de abril de 2009
E A NECESSIDADE BÁSICA DA SOLIDÃO
Então toda a minha busca pela companhia pode ter sido em vão. Quem quer uma companheira perfeita se pode imaginar um perfeito passeio pela Lagoa, ouvindo Jobim cantando "Lígia". Quem precisa de uma amada se você pode tê-la coladinho, ao seu lado todo o tempo, ou amando-a em uma praia perfeita na Ilha Grande... apenas sonhos infantis.
A solidão é perfeita, perfeita não, é uma geradora de sonhos possíveis, alcançáveis pelos dedos, uma pseudo-realidade da beleza, onde os “-is” já têm seus pingos, e todos os amores são louras e lindas, morenas e inteligentes, negras e interessantes.
Então para que a busca? A busca é só um chamariz de vida, para quem não se preocupa em ficar rico (como eu), e ter uma vida a dois, linda, com seus filhos pródigos. É o produto melhor que a solidão pode nos dar. Por isso existem tantos “sós”.
Eu sou só pela conjectura, talvez nunca seja um “junto” mesmo.
A solidão é charmosa, sempre combustível para reflexões, belos textos, poemas de dor e amor, e então para quê dividir essas idéias fantásticas com alguém? Para quê dividir sua alegria e sua tristeza? Compartilhar é coisa dos fracos.
O mundo perfeito com flores dentro do gramado verde existe! O quê uma sessão de música não faz? É só entrar pela porta da frente e sonhar.
Agora a pergunta é: "Como será o outro lado?" É como a esquerda e a direita, ou como o Velho e Getúlio? Você nuca quer entrar no outro lado, sempre com seus radicalismos verdadeiros e cheios de verdade, redundância necessária.
E aí observa-se que na história sempre alguém se troca, compartilha no amor ou na guerra, verdadeiramente ou por necessidade. Entre os dois (ou muitos) lados tornam-se importantes as descobertas de amor imperfeito e promiscuo. A empáfia do totalitarismo é reprovada empiricamente. Todos os autoritários têm na solidão seus destinos. Então descobrimos a outra função da solidão:
Casa para os iniciantes, prisão para os derrotados.
Desbravar é a palavra chave, o medo é o freio da alma, mas é mais freio das ações. A solidão é necessária, o indivíduo precisa dela para se ver como pensante e vivente. Que as solidões se juntem para uma reflexão coletiva e desbravadora. Mas que não se sintam obrigados a ceder suas convicções, sejam elas pessoais, políticas ou religiosas. Liberem o orgulho em troca de poder ouvir, tranqüilamente, Marvin Gaye no sofá. E, tomara, que possam um dia fazer isso sem ter que tropeçar em alguém faminto na calçada ao abrirem a porta de casa no dia seguinte.
Sejam sós, mas também sejam “nós”.
Mas afinal de contas, acho que estou precisando de uma namorada.

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sexta-feira, 27 de março de 2009
O carnaval, eu e a identidade nacional 2

Foi quando tomamos um susto.



Besos e bons carnavais.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008
O país da truculência
O senhor estava visivelmente transtornado, gritava, falava que não iria esperar mais nada e que o problema teria que ser resolvido naquele exato momento. Sabemos quanto um banco pode tirar uma pessoa do sério, e ele realmente estava muito nervoso. Batia com as mão no vidro da atendente. Mas era um senhor. Um idoso.
Foi quando o segurança, de uma empresa terceirizada contratada pelo banco, foi intervir com o tal senhor dizendo que ele poderia até gritar, mas não poderia bater com as mãos no vidro. Até aí tudo bem. O senhor, então, ficou mais nervoso. Foi quando todos da fila, eu e minha namorada também, observamos que logo após à interpelação inicial, o segurança (?) meteu a mão no coldre de seu revólver e o retirou. Ele só não sacou efetivamente a arma e apontou para aquele senhor porque todos da fila gritaram e interviram contra seu ato, inclusive eu.
Pois bem... essa pessoa tem como registro e nome de profissão o termo "segurança". O que faz uma pessoa que tem posse de arma de fogo (quase) sacar sua arma para tentar acalmar um senhor nervoso, um idoso? Isso quer dizer que qualquer pessoa que fique nervosa ou que tente bater no vidro de um banco poderá ter uma arma apontada para sua cabeça? Não importando idade ou sexo? Esse tipo de profissional é chamado de "segurança". Porém ele não assegura a vida de ninguém dentro deste estabelecimento. Ele na verdade assegura a "vida" do dinheiro e do patrimônio do banco, ou de qualquer outra empresa que o contrate. Vidas? Pessoas? Existem muitas no mundo! Uma a mais, uma a menos... Isso não dá muito lucro, ainda mais a vida de um idoso, logo logo ele não mais poderá ser correntista do Banco Itaú, ou do Bradesco, do Real, do Banco do Brasil...
Enfim, o tal "segurança" foi afastado do epicentro e o assunto correu pela fila, que ainda permanecia para ser atendida. Foi quando um outro senhor que estava na fila, se proclamando policial (?), disse que o segurança estava certo, que ele estava protegendo sua... arma ?!?!?! Ora... um policial estava dentro do banco, na fila, e acha normal que em uma discussão banal de um senhor dentro de uma agência bancária uma arma seja sacada por um segurança? Sim, no Brasil sim. Provavelmente o homem da fila é um... policial militar. Ele portava uma pochete (argh) preta em seu colo. Vocês querem adivinhar o que tinha dentro deste lindo acessório? E com a mesma truculência com que o tal segurança quase "resolveu" a situação o tal policial também terminou a discussão com as pessoas na fila:
- É melhor parar o papo por aqui mesmo! Vai ser bom pra todo mundo!
Quando eu respondi:
- Sim, senhor policial, eu sou apenas um professor e não posso discutir com uma autoridade...
O acontecimento narrado acima ocorreu por volta de 16h do dia 25/11/2008, no
Banco Itaú -
Agência 6849 - Rua Emílio Guadagny, 1830 LJ.
Centro - 26553-161.
Mesquita-RJ.
Telefone: (21)3763-7480.
Fax: (21)3763-7484.
PEDIDO: Por favor, se estiverem nervosos ou com contas atrasadas, não freqüentem o Banco Itaú de Mesquita. Vocês podem ter uma arma apontada para suas cabeças.
Observação: Às vezes tenho muita vergonha de ser brasileiro.
morrer
Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades
(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC
Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!
O autor
Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.
O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS
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O PASSADO TAMBÉM MERECE SER (RE)LIDO
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