(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

CALOR: O Rio de Janeiro é um lugar inabitável entre os meses de Outubro e Fevereiro.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Beijo com olhos fechados


Até meus 25 anos eu sempre
beijei de olhos abertos.

Não sei ao certo quando
começou esta prática.

Só sei que desde que eu lembro que
comecei a praticar o ato do beijo,
eu sempre beijo de olhos abertos.

Isso tem suas implicações:

Você pode verificar se ou quando sua
língua está agradando a parceira(ou para
quem quiser: parceiro ou vice-versa);

Pode analisar as variações dos movimentos
das pálpebras da respectiva menina(ou outros)
e ver seu estado de excitação momentânea;

Pode medir o grau de satisfação alheio e tentar
melhorar o mecanismo lingual do seu beijar.

Enfim...

Porém hoje fica decretado!
Juro que a partir de agora só beijarei de olhos fechados!

... mas uma olhadinha de rabo de olho, de vez em quando,
não faz mal a ninguém.


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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Legião dos Super-Heróis


Supere fidelidade caro amigo EM-Fim-El.
Supere meu sucesso que não existe, pois não supero este seu.
Super espere a mim ou a eu?
Superestime, time, Time, tome o que é meu ou nosso?
Sim, tomaste.
Homem eu era, mas perdi.
Não o que todos perdem.
Perdi mais.
SSSSSuperHomemNoPoderes tive, não superei.
Quebre inícios, com: cripta de morte, tom de música, ninfa de mulher, ta- de tambor.
Clame. Grite. Chore. Durma. Relente ao relento. Crie e cultive rosas.
Amigos não são plantas, plantas morrem, as de plástico não... falecem.
Poder pode.
Tempo demora, as vezes não.
Rápido voa, eu não estou voando, estou parado.
Triste.
Ajude-me a voar, a engatar a... Câmbio automático.
Te espero.
Inimigo Fim-El.
Supere fidelidade caro amigo Fiel.


(para André Andrade)


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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Toc

O vento a balançar, cabelos.
A velha triste, a criança de colo.
O barulho.
A velocidade.
Jornal esquecido no banco.
Entrar, sair.
Chegar.
Dormir.
Bater com a cabeça na janela. Sujeira.
O amanhecer, o entardecer, o anoitecer.
O dia.
Simplesmente Viver.
005 Mesquita x Praça Máua.
Ponto Final .


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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007

POEMA DO ÚLTIMO MINUTO DE VIDA

Queria uma coca-cola! Queria ter comprado aquele carro
(lembra Bem)! Queria ter passado na casa da mamãe!
Benzinho você sabe que eu t... Bem... traga um pouco de
água para mim! A comida do Hospital é horrível! Eu odeio
aquela enfermeira gorda! O cara aqui do lado solta gases
horrendos! Benzinho você sabe que eu te a... que eu t...
te... vo... be...que...
..........
..........
VÓZINHA ... É VOCÊ MESMO?!?!?!?!?!?!?




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domingo, 21 de outubro de 2007

Crisântemo

Definitivamente eu odeio plantas e flores. Nunca gostei delas. Azulejem a Amazônia. Não entendo as pessoas que ficam conversando com suas plantinhas mudas e estáticas. Muito mais normal é conversar com seu cachorro, pelo menos este pode latir.

Um dia tentei gostar de algumas delas.

As rosas são insuportáveis, românticas, meladas, melosas, rosas, brancas, amarelas, não tem azul, e ainda têm espinhos.

Os girassóis são plásticos, Van Gogh os pintou com seu amarelo forte, forte como o sol, chega a doer as vistas com aquele amarelo sol-na-cara.

As orquídeas são raras, possuem quase todas as cores, climáticas, temperamentais, petulantes, arrogantes e metidas.

As azaléias são de cor lilás, grandes, esbeltas, abertas, quase parecem borboletas, eu prefiro as borboletas.

Os cactos são sinceros, robustos, corpulentos, guerreiros, muitos espinhos, enfim, são feios pra caramba!

E o copo de leite? Com esse nome! Sem chance.

Por fim tentei e encontrei, Crisântemo.

Crisântemo: “Originário da Ásia, foi adotado como símbolo nacional pelo Japão. Hoje em dia destaca-se o tipo margarida, bastante comum no Brasil e na Europa. As cores podem ser as mais diversas possíveis, destacando-se: o branco, amarelo, vermelho, lilás, roxo, salmão e a mistura dessas cores em tais variedades. O Crisântemo é uma planta de dia curto, florescendo naturalmente no inverno.”

Olha que bacana que descobri, planta de variadas cores, símbolo do Japão, exótica e ao mesmo tempo comum, gosta do tempo frio, como eu. Consegui e arranjei meu Crisântemo.

Tentei conviver com meu Crisântemo por algum tempo. Não deu certo. Descobri que ele necessitava de muita atenção. Vários estímulos e detalhes. Gotas de orvalho ao luar, palavras doces de compreensão até chegar à exaustão, paciência com suas crises nervosas devido ao calor e à umidade, diversas manchas estranhas desenvolvidas em seu corpo, ameaçou jogar o seu próprio vaso sobre minha cabeça, várias vezes. Com o tempo nossa relação foi se deteriorando, deteriorando, até que um dia não teve jeito. Ele me largou, me mandou embora e disse para que eu nunca mais voltasse, foi o fim, mas acabei concordando.

Portanto não tem jeito, não posso conviver com plantas ou flores. Azulejem o Pantanal! Odeio-as. Adeus. Sim, adeus meu Crisântemo amado, adeus às suas flores, adeus para sempre.

À Deus.


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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Profecia

Ela sorriu.
A profecia se completa mais uma vez.
O riso frouxo e alto retrata minha estupidez.
Ó tolo bobo, trêmulo de alguém.

Ela sorriu.
Não para mim, mas de mim, talvez.
Talvez como certeza, certeza clara e por vez.
Abro o coração para dentro, para ninguém.

E a dor persiste tanta e forte, insensatez.
Começar de novo é tão difícil, parar para ver o que fez.
E criar um novo amor, por dentro, e por quem?
Ela sorriu.

E um sorriso nunca doeu tanto.
Na verdade sorrisos são dores disfarçadas.
Disfarçamo-las de dentes e hálitos.
No fundo choramos o que não conseguimos com os
sorrisos gastos.

Eu não consigo nem chorar.
Então sorrio, sorrio como todos os outros.
Sorrio para que, talvez ou por vez, alguém ou ninguém me ouça.
Ela sorriu e eu ouvi.


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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Presente n.1

Melissa do meu jardim, mesmo que eu meu quintal seja de concreto.
Helena da minha Grécia, mesmo que romano seja o correto.

Lennon da minha dupla, mesmo que eu seja uma orquestra.
Cura da minha peste, mesmo que cure quem (eu) não presta.
Olhar azul profundo, mesmo quando meu olho cega.

Rizo da minha boca, mesmo quando ela não fala.
Lágrima do meu pranto, mesmo quando a alegria exala.
Alegria da minha vida, mesmo quando a minha vida... acaba.


(para Eliza Rizo)



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Matéria

Não lhe darei um presente “material”.
Materializo o que os humanos sabem.
Saber o que fica? (são palavras).
Fica!
Não sei se amanhã estarei lhe dando conselhos.
Não sei se amanhã lhe darei: - Bom Dia!
Não sei se amanhã estarei...vivo.
Sei!
Somente sei.
Quando me chamar.
Estarei.
E só lhe darei o que sei.
Minhas palavras.




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Aladim


Todos os gênios são prepotentes.
Não porque sejam gênios,
mas porque se acham gênios.
E se achando gênios se sobressaem
sobre aqueles que se acham iguais.
Então gênio sou.

Todos os gênios são estúpidos.
O pior que todos que acham os gênios...
gênios, são os estúpidos.
Minha estupidez é genial.

Genial não!
Geniosa.
Gênio estúpido.
Normais estúpidos.
Estúpida sabedoria.



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APTO

Todo dia que entro no metrô, me apaixono.
Um segundo de olhares me arrancam suspiros, estando apto
a torpedear a pessoa com olhares obscenos e ao mesmo tempo
fraternais.
Todo dia que passa o ônibus encontro a mulher da minha vida,
com seus olhos longos, cheiros claros, voz macia...

Todo dia vejo a mãe de meus filhos e vejo que meus filhos
seriam negros,
ou mulatos, ou louros, ou amarelos, vermelhos...
Todo dia chego em casa, sozinho, e lampejo sonhos
de caricias nos cabelos,
o toque entre as pernas, o levitar dos olhos.
Vivo uma eternidade só.
E só sou.
Sou como as melodias tristes que escuto e as palavras
alegres que digo.
Vivo eternamente a amar o vazio e o inimaginável.
E vejo que amo a todos e que a cada esquina encontramos
nossos eus e nossos vós.
E vivo eternamente só.
... todo dia que saio do metrô, me apaixono.


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Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades

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Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!

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O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS

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O email do blog: vinicius.fsilva@gmail.com

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