(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Furacão 2001 - Expresso 171



O turbilhão começou e a vontade se torna cada vez mais incontrolável. Acordo no meio da madrugada como um louco. Dano a sentar na frente do computador, e como um vampiro literário escrevo alucinado sobre nada, pois nada do que penso, hoje, tem importância. Mas escrevo ensandecido de curiosidade por onde irei chegar e se conseguirei aportar em algum lugar.


Sonho com a fama, a fama mais vil: mulheres, dinheiro, carros, sexo, sexo, sexo... Porém as coisas mais fáceis, não consigo. As meninas de 13 anos por quem me apaixono, não me dão bola. E olha que não sou um cara feio e ruim de papo, muito pelo contrário, bom, a modéstia nunca foi um de meus maiores atributos. Minha mãe me diz isso.

Então estou aqui continuando a escrever como um louco, querendo formar um novo clube da esquina, ou uma nova tropicália, ou uma nova bossa-nova. Não tenho um nome, mas tenho idéias, tenho uma gama de amigos talentosos e não tenho dinheiro, fator fundamental, pois senão, seria chamado de "burguês do berço de ouro".

Portanto sou um filho da Baixada pensando em ser escritor, antropólogo, falar francês e inglês e ao mesmo tempo “meter o malho” nestas culturas imperialistas. E quando tiver 55 anos, me converter a alguma religião, ter filhos, trepar com algumas mulheres bonitas e morrer de câncer. Ser um intelectual genial e genioso marcado nos anais do Brasil.

E algum rico cineasta pegaria minha história e estórias, faria um roteiro genial e produziria um filme que se tornaria o primeiro filme brasileiro ganhador do Oscar. E eu já morto, me contorcendo no caixão por não ter podido levar a estatueta dourada (ela não é de ouro) para a escrivaninha de mogno contrabandeado do meu escritório. Sala de trabalho feita de pau-brasil de uma reserva Xingú.

Bem, acho já tive minha visão mediúnica de hoje. Amanhã tenho que acordar e lembrar do dinheiro da passagem do ônibus, do “esporro” do chefe, do fora da menina de 13 anos, da minha mãe na menopausa, do meu pai sem emprego...

Bom, amanhã voltarei a ser mais um latino-americano com pouco dinheiro no banco.



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quarta-feira, 22 de abril de 2009

seco

Os canhões estavam em suas mãos, o relógio marcava, feroz, o encontro dos dois ponteiros sobre o número doze. Estavam diante do ponto no tempo onde eram mais poderosos, de armas em punho, dentro do castelo. Castelo? Sim, o bar.

A meia-noite significava a fronteira onde começaria a guerra dos sóbrios, ou dos ébrios? Desde então, eu, mero espectador, estava imune. Eles eram muitos, alguns meus amigos. Vinham armados com espadas poderosas, os copos, e escudos impenetráveis, o mau hálito.

Três da manhã. Resistia bem com o que somente me restava: a força da minha vontade sobre o amarelo corrupto de suas artimanhas. Eram persuasivos, vinham com estórias bem contadas de poderes mágicos, daquele líquido dos deuses, sensações jamais desfrutadas por nenhum alienígena ou animal desconhecido, somente os humanos poderiam tê-las, possuí-las, eu poderia também.

Quatro horas. Já não conseguia esconder-me entre os copos vazios e disfarçar o olhar. Seguiam-me com o olhar com que se queimavam bruxas em Salem. Estava fraco, o pensamento já não atendia mais. Então o golpe veloz e pujante veio, acertou-me como um tiro cego, como um projétil que acaba por atingir um gato preto em uma sala escura. Dei o primeiro gole, somente UM gole.

A guerra havia acabado. Estava vencido. Depois do primeiro gole vieram outros e outros. Seis horas da manhã e todos saíam do castelo, alegres e contentes, segurando uns aos outros. Eu caí em uma poça d’água que lembrava as águas sujas que circundavam as construções medievais. Meus olhos marejavam. Mais uma vez eles ganharam, um novo guerreiro, um momentâneo, e talvez constante, inebriado dos sentidos.

Para eles a guerra continuava. Para mim, a guerra havia terminado.


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terça-feira, 21 de abril de 2009




Temos mais dois textos e um artigo disponíveis no Portal Literal


E eles são:

cachinhos: http://www.portalliteral.com.br/banco/texto/cachinhos#c

O poeta sem referências: http://www.portalliteral.com.br/banco/texto/o-poeta-sem-referencias#c

e o

SERH - Serviço de Educação e Responsabilização de Homens Autores de Violência de Gênero: http://www.portalliteral.com.br/artigos/servico-de-educacao-e-responsabilizacao-de-homens-autores-de-violencia-de-genero



Não deixe de entrar no Portal Literal, fazer seu login, baixar e votar nos textos do PSQC
ou em outros que você mais gostar.


Obrigado.


Besos.

segunda-feira, 20 de abril de 2009


Ode a Drauzio

Só para que fique divulgado publicamente se por acaso alguém de minha família ou próximos tiverem alguma dúvida: SOU DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS !!! Todos eles, até que não reste nenhum ossinho. Estou levando para o senso de humor, mas a declaração explícita do meu desejo é sério e irremediável. A generosidade de quem ficou no momento máximo da dor humana, talvez seja a irrefutável prova que estamos aqui para propor alguma positividade neste mundo tão difícil. Para se tentar fazer algum bem. Então façamos nossas partes. Sem falsos moralismos. Sem pieguismo. Façamos o bem para os outros. Façamos o bem para nós mesmos.



Besos.


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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Salve Jorge: O intrépido santo do povo



Nos dias 18, 19 e 20 de abril, às 21h, será apresentada a peça SALVE JORGE: O INTRÉPIDO SANTO DO POVO. A direção é de José de Brito e Theo de Carvalho.

ENTRADA FRANCA
.

A peça faz parte da tradicional festa de São Jorge em Nova Iguaçu e será apresentada na igreja de São Jorge, rua Getúlio Vargas, 220 (a rua fica em frente à estação ferroviária; é a rua da Casa da Cultura).

Besos e mais "merda" para todos.


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"Acertando & Errando..."





Dia 25 de Abril (sábado), as 20:00h, vai rolar no Teatro do Patronato (Av. Governador Portela, 382, Centro - Nova Iguaçu - RJ) a Leitura Dramatizada da peça “ACERTANDO E ERRANDO”. Comédia de Humberto Assumpção e direção de Felipe Coelho.

E neste momento crio uma secção que faltava ao nosso já bem vasto cardápio do PSQC. É a secção Shakespereando, onde as notícias, as criações e os contatos com a arte maior serão publicizados. Viva o teatro!

























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Besos e "merda" a todos.

O encantador de cavalos


Tens o nome do homem que unificou gregos e macedônios.
E que trazia em um de seus gametas o ser que teria a alcunha da grandeza.
Carregas e empunhas em seu chamar a força do rei pai e do imperador filho.
Mas quem és tu?
Repetição da realeza?

Não.
Pareces ser a antítese da grandiloqüência.
Tua alteza está no silêncio, na discrição dos gestos, no sorriso fácil e doce.
Tua inteligência está a serviço do econômico e do simples, sem se perder em arrogâncias tolas.
E na simplicidade não há nada de menor.

És pai assim como foste o rei de prenome ao teu.
Então te pareces, sim, ao progenitor do gigante da Macedônia.
Tua força se esconde onde quase ninguém espera e enxerga.
Mas eu vejo, enxergo, aponto e emprego a ti o nome a qual deves ser chamado:
Felipe!
Pai dos filhos.
Filho dos deuses.
O encantador de cavalos.

(para F. Provençano)


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pandemonium / Efêmero



Pandemonium


PorraPorradaPandeiroPutaPeitinho
PegueiPoucoPazParaPoderPoder
PoxaPorPancadaPerfeita
ParaPM!
PutapePariu.




Efêmero: Olhar a Lagoa.
Ficar entre amigos.
Comer kibe cru.
Ficar com frio.
Cantar meninas.
Não. Acho que não...sim?
É. É felicidade.



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terça-feira, 14 de abril de 2009

Ceci n' est pas une pipe - Um exercício, por Reginaldo Luiz Cardoso



I





"Ceci n' est pas une pipe". Uma tela da tela da tela. Representação da palavra ou representação da coisa? Mas e a palavra na coisa? Um cachimbo marrom em um fundo marrom. Um cachimbo azul em um fundo azul. Um cachimbo amarelo em uma moldura amarela de fundo negro. Justaposições, simulacros. Metáforas desconectadas bailam acima das nossas imaginações. O que é significante ou significado?
Ceci e Peri? Peri afirmando a verdade de Ceci?
Dr. La Kan, de um Cantão qualquer, escopia profundamente perante o seu cachimbo peculiar. Súbito, descompassado, exclama: "Saussure n'est pas une pipe!"
Pano rápido!
Um cachimbo é um cachimbo, que é um cachimbo, que é um cachimbo. Magritte.



II




A foto nos diz muito sobre o que a história tem de ruínas. Ou de como podemos nos apoiar no triunfo sobre as ruínas. Um pracinha, equilibrando-se no alto de uma ruína lança dados sobre o futuro. "Aqui está o devir!".
Ao fundo, na mesma ruína, de uma cidade esvaecida, um Políbio ou Tibúrcio contempla triunfante a paisagem desolada. Está ali há mais tempo, quiçá dos tempos da Roma Imperial, petrificado, estátua do tempo. Desdenha o pracinha e o seu emblema. Séculos os separam em razão de poucos metros.
Hoje, a estátua ainda está lá, compondo a cidade-museu. O pracinha é apenas fantasma de si mesmo.
As coisas são mesmo assim, em preto e branco. Poucos percebem nuances. Elas mostram o fim.


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Exercício proposto sobre a observação da tela de René Magritte - "Ceci n'est pas une pipe" (Isto não é um cachimbo) e da foto de
Jewgeni Chaldej sobre o hasteamento da bandeira da URSS na Berlim arrasada em 2 de Maio de 1945. Trabalho realizado para a disciplina Seminário de Tese, do curso de doutoramento em Planejamento Urbano e Regional do Instituto de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IPPUR/UFRJ.

Reginaldo Luiz Cardoso é psicólogo e mestre em ciência política. Também é um aluno brilhante e excelente colega de turma, recomendo sua companhia e sempre profícuo papo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Music Sessions 1 - O novo podcast do PSQC!



Se você está de bobeira em frente ao seu cp, fazendo aquele trabalho chato e cansado de escutar as mesmas playlists de sempre, prestem atenção nesta oportunidade. Por quê não ouvir poesia e música conjugados em um só programa.

Então seus problemas se-acabaram-se!!! O PSQC, seu blog de poesia, notícias e bobagens acaba de lançar seu terceiro e inovador programa de rádio. O inenarrável: "Music Sessions 1". Depois de ouví-lo sua vida nunca mais será a mesma. Ressaltando que não cobrimos despesas médicas.


Não percam nossa nova programação em áudio e não esqueçam de deixar seus comentários. Para ouvir o Music Sessions 1 é só clicar no radinho azul que fica lá pertinho do cabeçalho do blog. Tem um triângulo azul-marinho também conhecido como play. Tenho certeza que suas vidas jamais serão as mesmas depois de ouvirem a linda voz rouca deste poeta que vos escreve.

E como o Palavras Sobre Qualquer Coisa já recebeu vários comentários elogiosos e também destrutivos de diversas personalidades e variados famosos, abrimos espaço para as pessoas do povo poderem se manifestar. Leremos, então, os comentários de alguns populares (que quiseram permanecer anônimos) sobre nosso incrível blog poético. Vamos a eles:


Mulher que apanhou do marido: "Meu marido chegou em casa e me pegou ouvindo esse tal de Palavras Sobre Qualquer Coisa. Tomei uma surra! Nunca mais vou escutar essas porcarias da internet".

Homem que bateu na esposa: "Chego em casa cansado, depois de um dia inteiro de trabalho cheio de exaustividade e vejo minha mulé ouvindo obscenidades pelo cumputador. Num me aguentei e porrei ela".

Delegada que prendeu o marido que bateu na esposa: "Este indivíduo-meliante foi preso em flagrante de acordo com a Lei Maria da Penha por agressão contra sua companheira e com um agravante: impediu sua referida senhora de ler e ouvir o maravilhoso blog de poemas lindíssimos, o Palavras Sobre Qualquer Coisa. O caso indica que é coisa de 20 anos ou mais de retenção. E tenho dito".


Besos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

E A NECESSIDADE BÁSICA DA SOLIDÃO



A solidão tem seu fundamento básico, hoje foi possível verificar essa proeza. É quando você fica preso a um sofá ouvindo horas de soul music, e se pega a refletir sua vida nesses escassos minutos. A solidão é necessária. Não pelo seu melancolismo depressivo, mas pela vontade de ter o que não temos, e ser o que não somos.

Então toda a minha busca pela companhia pode ter sido em vão. Quem quer uma companheira perfeita se pode imaginar um perfeito passeio pela Lagoa, ouvindo Jobim cantando "Lígia". Quem precisa de uma amada se você pode tê-la coladinho, ao seu lado todo o tempo, ou amando-a em uma praia perfeita na Ilha Grande... apenas sonhos infantis.

A solidão é perfeita, perfeita não, é uma geradora de sonhos possíveis, alcançáveis pelos dedos, uma pseudo-realidade da beleza, onde os “-is” já têm seus pingos, e todos os amores são louras e lindas, morenas e inteligentes, negras e interessantes.

Então para que a busca? A busca é só um chamariz de vida, para quem não se preocupa em ficar rico (como eu), e ter uma vida a dois, linda, com seus filhos pródigos. É o produto melhor que a solidão pode nos dar. Por isso existem tantos “sós”.

Eu sou só pela conjectura, talvez nunca seja um “junto” mesmo.

A solidão é charmosa, sempre combustível para reflexões, belos textos, poemas de dor e amor, e então para quê dividir essas idéias fantásticas com alguém? Para quê dividir sua alegria e sua tristeza? Compartilhar é coisa dos fracos.

O mundo perfeito com flores dentro do gramado verde existe! O quê uma sessão de música não faz? É só entrar pela porta da frente e sonhar.

Agora a pergunta é: "Como será o outro lado?" É como a esquerda e a direita, ou como o Velho e Getúlio? Você nuca quer entrar no outro lado, sempre com seus radicalismos verdadeiros e cheios de verdade, redundância necessária.

E aí observa-se que na história sempre alguém se troca, compartilha no amor ou na guerra, verdadeiramente ou por necessidade. Entre os dois (ou muitos) lados tornam-se importantes as descobertas de amor imperfeito e promiscuo. A empáfia do totalitarismo é reprovada empiricamente. Todos os autoritários têm na solidão seus destinos. Então descobrimos a outra função da solidão:

Casa para os iniciantes, prisão para os derrotados.

Desbravar é a palavra chave, o medo é o freio da alma, mas é mais freio das ações. A solidão é necessária, o indivíduo precisa dela para se ver como pensante e vivente. Que as solidões se juntem para uma reflexão coletiva e desbravadora. Mas que não se sintam obrigados a ceder suas convicções, sejam elas pessoais, políticas ou religiosas. Liberem o orgulho em troca de poder ouvir, tranqüilamente, Marvin Gaye no sofá. E, tomara, que possam um dia fazer isso sem ter que tropeçar em alguém faminto na calçada ao abrirem a porta de casa no dia seguinte.

Sejam sós, mas também sejam “nós”.

Mas afinal de contas, acho que estou precisando de uma namorada.


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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ministra inaugura programa para reeducar agressores em Nova Iguaçu


Ministra inaugura programa
para reeducar agressores em Nova Iguaçu


Diego Valdevino
diegovaldevino@jornalhoje.inf.br
Fotos: Glória Nunes

A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), esteve ontem pela manhã em Nova Iguaçu, no auditório do Ministério Público da cidade para o lançamento oficial de um programa pioneiro: o Serviço de Educação e Responsabilização para Homens Autores de Violência Doméstica Contra a Mulher (SerH). Criado pela Prefeitura de Nova Iguaçu, o Serh é uma proposta de reeducar homens condenados pela Justiça por agressão à mulher, como exige a Lei Maria da Penha.

Segundo essa lei, além de aplicar a pena ao agressor, o juiz deve encaminhá-lo para esse tipo de atendimento, que visa a mudar seu comportamento. Por isso, todos os municípios deverão implantar programa semelhante. Criado pela equipe do secretário municipal Luiz Eduardo Soares, o SerH iniciou o serviço de reeducação em caráter experimental no fim do ano passado, possibilitando os ajustes finais na metodologia.

“Em 2004, o Lindberg traçou metas para o município e a questão da violência contra a mulher o preocupou. O atendimento aos homens agressores deve existir para que eles possam se reabilitar. Essa lei Maria da Penha foi criada por nós mulheres e a reeducação dos homens é muito importante. Em Nova Iguaçu foram encaminhados 150 homens para o SerH. Os homens e as mulheres devem ter seus direitos iguais. Infelizmente muitas mulheres ainda acham que o poder público não deve se ocupar ao cuidar dos homens agressores. Temos que conscientizar esses homens que a violência contra a mulher é um crime”, disse a ministra Nilcéia Freire.

O projeto está sendo aplicado através de parcerias com o Juizado Especial da Violência Doméstica Contra a Mulher e a Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA) da cidade, além do Instituto de Estudos da Religião (Iser), que gerencia as verbas.

Durante o evento estiveram presentes diversas autoridades, entre eles, do juiz titular do Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Nova Iguaçu, Octavio Chagas, da vice-prefeita de Nova Iguaçu, Sheila Gama, do subsecretário geral da ONU e diretor executivo do Programa da UNI/AIDS, Michel Sidibé, da secretária geral auxiliar da ONU, Purnima Mane, do presidente da OAB de Nova Iguaçu, Jurandir Ceulin, da vereadora Vilma Aguazul, do secretário de Ação Social e Prevenção da Violência, Luiz Eduardo Soares, entre outros.

O Projeto SerH recebe homens encaminhados pelas Varas de Violência Doméstica e Familiar, Varas da Infância e Juventude, pelos centros de atendimento às vítimas, pelas delegacias especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), organizações não-governamentais, serviços de saúde e também a todos os homens que procuram voluntariamente o serviço.

Atualmente existem 3.500 homens respondendo a processos por agressões em Nova Iguaçu. O SerH foi inaugurado na Avenida Nilo Peçanha, 480, sala 104, Nova Iguaçu. O telefone é 2667-1969 e 2667-5795.


* Matéria publicada no Jornal de Hoje edição do dia 31 de Março de 2009.


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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Morte de Marvin Gaye completa 25 anos*






Não poderia deixar passar em
branco
a notícia sobre esse grande artista negro:



"A morte do cantor Marvin Gaye completa 25 anos nesta quarta-feira. No dia 1º de abril de 1984, o astro, referência da música soul, foi assassinado com um tiro pelo próprio pai, Marvin Gay, que era reverendo de uma igreja conservadora dos Estados Unidos. Se estivesse vivo, Gaye faria 70 anos nessa quinta-feira.

Marvin Gaye nasceu em Washington, nos Estados Unidos, no dia 2 de abril de 1939. O cantor tinha duas irmãs e um irmão mais novo. O pai era ministro de uma igreja chamada House of God (que significa Casa de Deus, em tradução livre).

A carreira musical de Gaye começou aos três anos na própria igreja - trajetória semelh
ante ao início da vida artística de outros músicos negros. Lá ele teve aulas de piano e bateria. Fundamental para a evolução da música soul, o cantor enveredou para temas inusitados para a música daquele período, sobretudo contestando questões políticas.

Quando concluiu o ensino médio, Gaye se alistou nas Forças Armadas dos Estados Unidos, mas logo foi dispensado e voltou para sua cidade natal. Em Washington, integrou por acaso a banda The Rainbows, onde teve como parceiro o guitarrista Bo Diddley.

Em 1958, Gaye se torna integrante da banda The Moonglows e, em uma apresentação em Detroit, desperta o interesse de Berry Gordy Jr., fundador da gravadora Motown. Em 1961, o empresário o contrata e a partir desse ponto a carreira de Gaye efetivamente decola.

O músico se torna baterista de estúdio na gravadora e toca com grupos como The Miracles, The Contours, Martha and The Vandellas e Stevie Wonder. O primeiro disco solo de Gaye foi Soulful Moods, gravado em 1961.

Como artista solo, se destacou com os hits Ain't That Peculiar, I'll Be Doggone e How Sweet It Is (To Be Loved by You) em 1965.

Dois anos depois, outro álbum de sucesso. United, gravado ao lado Tammi Terrell, caiu no gosto do povo americano e resultou em um sucesso repentino. Mas em 1970, um tumor no cérebro de Terrell colocaria um ponto final na parceria de sucesso e levaria Gaye a uma intensa depressão.

Inconsolado, Gaye se motivou com as discussões políticas que envolviam os Estados Unidos e mergulhou no novo projeto que seria lançado em 1971: What's Going On, álbum de maior relevância na carreira do cantor. O disco foi um divisor de águas na Black Music.

Outros dois discos ainda seriam lançados por Gaye - Let's Get It On, em 1973, e Midnight Love, em 1982. Ambos tiveram sucesso, e o último ainda rendeu dois prêmios Grammy ao cantor".

*Do Redação Terra

http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI3675291-EI1267,00-Morte+de+Marvin+Gaye+completa+anos.html

Por favor, qual vai ser o primeiro estúdio hollywoodiano que vai ter a ótima idéia de produzir um roteiro e um grande filme sobre a vida e a obra de Marvin Gaye? Tomara que alguém tenha essa brilhante "idéia" logo logo.

Besos.

Descartiando






Penso, logo desisto.
Penso, logo assisto.
Penso, logo insisto.

Penso logo.

Penso
Até
Logos.





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O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS

Contato

O email do blog: vinicius.fsilva@gmail.com

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