(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Safe

A Polícia arrombou a minha porta e eu cor-ri! 
Senhoras e senhores todo mundo no chão! 
Senhoras e senhores chute com um pé só! 
Senhoras e senhores uma torturadinha
E vá pro fundo da COVA! 




*Meu respeito ao trabalho de Patrícia Acioli, in memoriam.



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domingo, 23 de outubro de 2011

Lançamento do livro: "Palavras Sobre Qualquer Coisa" na Baixada Fluminense!

Lançamento do meu primeiro livro, o Palavras Sobre Qualquer Coisa na Baixada Fluminense! Será no dia 10/12 (sábado), às 18:30, no Centro Cultural Espírita, na Avenida Manoel Duarte, 713. Estão todos convidadíssimos! O livro não possuiu nenhuma conotação religiosa, portanto todas as denominações de fé estão convidadas! Poesia, música e muito amor.




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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mudeza

Quase sempre o silêncio é mais poderosamente eloqüente do que qualquer discurso ou palavra proferida. Porém é muito difícil compreender e aceitar o silêncio dos outros. Percebo que percorrendo minha estrada de tentativas e erros, vou aprendendo a intuir o que a falta de som, ou voz, quer me dizer. A possibilidade de não querer ser escutado/a faz parte do inevitável processo de, quando em vez, não ter nada suficientemente bom ou importante a dizer, a oferecer. Porém espero que nessas lições da vida as pessoas percebam em meu corpo, em minha alma (em um ápice transcendental), ou simplesmente em meus olhos que, naquele momento, ou, para aquela pessoa, não há mais nada a falar, nada a ser dito. E o meu silêncio, ah o meu silêncio, estará definitivamente explicando tudo. Tudo.

"Quem poderá, em vão, calar seu coração?" 
(A voz do coração - Celso Fonseca e Ronaldo Bastos) 



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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

À indiana




Minha alma se desprendeu de mim e agora vaga perdida entre as ruas de Nova Delhi. Perdeu-se em um dia de chuva forte nos becos sujos do bairro de Saket. Percorreu as estradas perdidas do oriente e viu pessoas, vacas e lama. Olhou os deuses, as cores, as mesquitas e os templos. Esbarrou com os meninos sujos, quase negros, de sorrisos pobres, vendendo pedras fingindo serem obras de arte. Entrou nas favelas mais favelas que já tinha visto, e falou com as pessoas mais miseráveis e sorridentes que podia ter conhecido. Assistiu a um cortejo colorido e doloroso, onde os gritos e as dores podiam ser ouvidos até mesmo no Nirvana. Sentiu o calor fedorento de Lucknow, entrecortando as noites das ruas abarrotadas de gente que pareciam não saber o que fazer. Atravessou as terras arianas nos trilhos perigosos, em cubículos de ferro onde o sono morria de medo de dormir.  Espantou-se com as terras de Sarnat e suas obras eternas e místicas. Deu um olá ao Buda, sorriu e chorou. Minha alma se fragmentou nas terras de Goa, na praia de Vasco da Gama, onde palavras lusitanas se fizeram ouvir. Espalhou-se nas casas e famílias que conheceu. Impregnou-se do alimento com as mãos comida e que ainda se encontram nos dedos etéreos de suas membranas invisíveis. Apaixonou-se pelas mulheres cor de barro escuro, com suas manchas vermelhas nas testas, seus desenhos nas mãos e pés, seus brincos, colares e sáris. Encantou-se com os homens lânguidos e simpáticos que sempre levam as mãos aos céus e dizem sinceros “namastê”. Minha alma desgarrou-se de mim enquanto andava perdido sem saber aonde ir entre as avenidas e estações da cidade nova. Esgueirou-se em cada canto, cada aroma de sândalo que pode sentir nas calçadas estranhas que se colocavam aos olhos, aos meus olhos. E quando fui embora ela sequer se despediu de seu dono. Sumiu como um rato assustado e assim ficou, lá, com aquele povo estranho, de língua difícil de entender, de cultura tão distante que perguntamos se somos irmãos. Sim, somos. E desde então vago sem ela, sem alma, vazio, carrego minha tristeza para ver se encontro outra alma, uma nova, em algum outro lugar, que possa preencher minha dor, meus defeitos, minha covardia. Ando, às vezes, perseguindo aquele cheiro de agridoce que só tinha sentido naquele lugar, e que nunca mais encontrei, nunca mais. Distraio a atenção para encontrar nova alma que me possa encantar. Mas eu sei que um dia, um dia, volto à Índia para pegar aquela velha alma que deixei por lá. Ah volto.   


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dia do lançamento! (09/09/11)

Primeiramente gostaria de agradecer a todos os amigos, dos diferentes campos de minha vida, que foram me prestigiar no lançamento do meu primeiro livro, justamente o livro que é a continuação material deste blog: o "Palavras Sobre Qualquer Coisa",  pela Editora Multifoco. Blog este carinhosamente conhecido e reconhecido como PSQC. Agradeço também aos que, por diferentes motivos, não puderam comparecer, pelos pensamentos, palavras e energias positivas. Mais uma vez e para sempre: obrigado a todos! 

Foi uma noite linda, com música, poesia, leituras, dança, descontração, emoção, amizade e sobretudo... amor!

Aí vai alguns "pedaços" do amor  que rolou nesta noite tão especial!


























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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lançamento do livro: "Palavras Sobre Qualquer Coisa".

Gente, é com muito orgulho que anuncio o lançamento do livro referente aos textos publicados neste modesto blog. O PSQC virou livro, e será lançado no dia 09/09/2011 (sexta-feira) às 18h na sede da Editora Multifoco, situada na Rua Mem de Sá, 126 - Lapa - Rio de Janeiro.

Conto com a presença de todos!

Besos e mais uma vez obrigado pelos olhos de todos os leitores que passaram por aqui, se entretendo com minhas muitas palavras ou só dando uma passada de olho. Nos vemos no lançamento! Até!







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terça-feira, 16 de agosto de 2011







As palavras me deram um tempo,
Deve ser porque estou vivendo.

Quando o espanto voltar,
Volto correndo pra cá!

Até logo.






quinta-feira, 30 de junho de 2011

Gullarziando




Gullarziando




A vida nasce do espanto de arfar.
A morte vem do espanto d’um pulsar.
A poesia traduz o espantar.






segunda-feira, 20 de junho de 2011

NU

Numa noite dessas fiquei nu. Meu amor não gostou. Perguntei a ela, “Por quê? Pois ninguém me avistou?”. Mas como ser nu, se há milhões de coisas a me cobrir: panos, calçados, cabelos, feridas, partidas, pentelhos, dinheiros, perfumes… palavras perdidas. Fiquei nu ao luar para pegar a toalha. A toalha! Meu amor zangou e falou: “Nada de nu fora de casa!”. Amor, amor… o mais difícil é revelar a nudeza da alma e do espírito, libertar o corpo das amarras da vida e da morte, e vivificar as flores, as lágrimas, e a certeza que para ir e vir é só treinar o olhar, o olhar. Amor fique tranqüila, pois nem seu pai, sua mãe ou sua tia poderão, nu, haver de me encontrar. Só você! Amor, quero trocar a roupa para poder desfilar na passarela do sonho e estrear a nova moda da felicidade imperfeita que é poder respirar. Amor, amor vamos correr juntos pra rua, e pelados, peladinhos, como doidos querubins a berrar: “Nus, estamos nus, e é assim que vamos amar!”. Numa noite dessas…   
  



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segunda-feira, 28 de março de 2011

!


!


Eu estou aqui!
Eu ainda estou aqui!
Aqui estou!
Ainda aqui eu estou!
Ainda!
Eu!
Eu!
Estou





artes


artes



nascer é a arte do vibrante
amar é a arte do constante
casar é a arte do durante
parir é a arte da gestante
morrer é a arte do instante,

do último.




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Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades

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Agora também estamos no incrível espaço de cultura colaborativa que é a Obvious. Lá faremos nossas digressões sobre literatura, cinema e a vida nas cidades. Ficaram curiosos? É só clicar na imagem e vocês irão direto para lá!

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Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!

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O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS

Contato

O email do blog: vinicius.fsilva@gmail.com

O PASSADO TAMBÉM MERECE SER (RE)LIDO

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