(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

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segunda-feira, 22 de março de 2010

vácuo




vácuo






Gosto de ouvir os sonhos dos outros, para poder completar os espacinhos vazios dos meus.






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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

pisca-pisca


Enquanto via a película.
A luz do abajur acendia apagava.

Apagava.
Acendia

O abajur não era lilás.
Era escarlate.

Enquanto a luz do monitor
Meu rosto refletia.

A luz de vez em quando brilhava, mas também

Apagava.
Acendia.

Acendia.
Apagava.

A luz não tinha tempo certo.
Não se iluminava em períodos estáveis.
A seu bel prazer decidia quando voltava e ia.

Enquanto assistia à fita.
A luz do abajur cor de sangue me encarava, me seguia.

E no momento em que meu sono não dormia.
Os barulhos dos carros passavam.
O sereno da noite baixava.
O suor do rosto escorria.

A luz encarnada do abajur garantia
Um doce
Reluzente
E animado
Pisca-pisca.

Pisca-pisca.


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segunda-feira, 8 de março de 2010

In Cantaria no SESC São Caetano




Para quem acompanha o PSQC e é de Sampa, aí vai uma dica imperdível:







música / especial

IN CANTARIA

O Projeto In Cantaria propõe o encontro de diversas linguagens artísticas em espetáculo interativo, com o tema "Arte e Cultura Popular". O grupo é formado por: Carmem Sanches (compositora e cantora), Joel Costa Mar (compositor e cantor), Maria Carolina (cantora e atriz) e Paulo Eduardo Silva (percussionista e cantor).
Grátis
Dia(s) 15/03, 29/03 Segundas, às 19h.

SESC São Caetano

sábado, 6 de março de 2010

sangue


Somos duplos marcados em líquido vermelho. Repetições imperfeitas dos mesmos seres, da mesma fórmula e fonte. Porém não somos iguais. Nunca seremos. Nosso afastamento é justamente o que nos diferencia como próprios, como únicos. Devemos nos odiar para depois nos amar. Amor vivido nas entrelinhas, escondidinho, para que o outro não saiba que podemos realmente dar nossas vidas por ele.

E como podemos, como podemos... A qualquer sinal de perigo a proteção forjada por hemácias, leucócitos, plaquetas e amor escaldado, se coloca aos dentes, à raiva pela defesa de quem é seu, de quem se faz escudo para um dos seus. E esse amor envergonhado para a maioria, e desenfreado para alguns, é eterno, imortal.

A paixão incontida dos melhores amigos de nascença sucumbe a vida, a morte, e se encontra perfeitamente nas memórias, nas lembranças, no desconhecido. Nunca poderemos esquecer um do outro, sempre nossas almas estarão ligadas em carne, espírito e sobrenomes. Em pés descalços de chuva, em brigas de rolar no chão, em abraços vibrantes de carinho, em saudades que põem as lágrimas a chorar.

E tudo que disse acima, tudo o que realmente quis dizer...

É que te amo, e simplesmente te amo.

Meu sangue.
Meu irmão.

(para meu irmão Augusto, meu primo Gilmar Baiense, in memoriam, e Alberto Coimbra Chaves, in memoriam)


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terça-feira, 2 de março de 2010

Dura vida, amarga batalha, por Luana Máximo


Isso tudo se passou comigo:

Nos caminhos que partilhamos.
Os rostos velhos e manchados.
Os ombros cansados e doídos.
As mãos machucadas e a má aparência.

São detalhes dessa vida de trabalho.
Amarga e dura.
E que tive que viver.

Para que meus filhos tivessem uma vida melhor no futuro,
Golpeei minha ansiedade de ir embora dali.
Pois se viver naquele lugar era ruim.
Pior seria viver sem saber pra onde ir.

O jeito era botar um sorriso no rosto.
E ir mentindo a minha dor.
Já que "a falta de esperança era um tormento por saber...

Que nada é justo e pouco é certo".*


* Citação à letra da canção Clarisse, de Renato Russo.

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Luana Máximo foi minha aluna na disciplina de Filosofia no ano de 2009 no curso de formação de professores (normal) do Instituto de Educação de Belford Roxo, vinculado à rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. Luana Máximo tem 15 anos.

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Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades

Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades
Agora também estamos no incrível espaço de cultura colaborativa que é a Obvious. Lá faremos nossas digressões sobre literatura, cinema e a vida nas cidades. Ficaram curiosos? É só clicar na imagem e vocês irão direto para lá!

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Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!

Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!
Para efetuar a compra do livro no site da Multifoco, é só clicar na imagem! Ou para comprar comigo, com uma linda dedicatória, é só me escrever um email, que está aqui no blog. Besos.

O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS

Contato

O email do blog: vinicius.fsilva@gmail.com

O PASSADO TAMBÉM MERECE SER (RE)LIDO

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