quinta-feira, 5 de maio de 2011
o patriota
segunda-feira, 28 de março de 2011
!

Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
artes

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Embrulhinho
Embrulhinho
Palavra presente. Presente está neste pedaço o teu espaço, palavra. Trechinho curto e singelo, mas que se entrega ao seu compasso. Palavrinha amiga que me surgiu do nada, enquanto viajava pelos rumos da estrada. Toma forma para dizer que dela a espera é farta e que sua fôrma quadradinha só revela meu enfado. Quadrado, de fato, é meu ato. Embrulhinho meu amigo, se faça chegar aos olhos de quem merecer esse meu trato. De fato, esse poeminha só serve para mostrar meu auto-retrato, pequenino tratado.

domingo, 5 de dezembro de 2010
No meu enterro
(para Lennon).

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Carta a um professor
O que aconteceu hoje, provavelmente não acontecerá amanhã, e se por um acaso acontecer novamente, não se desespere, lembre-se que nada é melhor do que um dia após o outro.
Certas situações, até mesmo desagradáveis, certamente contribuem para o nosso desenvolvimento pessoal e até profissional. E ainda bem que existe o erro, para que posteriormente o acerto seja mais valorizado.
Lembre-se: “A coragem da vida é sorrir, quando se tem vontade de chorar”.
Para refletir: “ O fracassado nunca tenta; O covarde sempre desiste; E o vencedor sempre conquista...”
Independente dos problemas pessoais e profissionais, queremos que saibas que estamos aqui, dispostas a contribuir para seu crescimento e mudanças, se você quiser que elas ocorram.
Vinícius, sabemos que as palavras tem poder de construir e um poder maior de destruir o que foi construído, mas não deixe que elas mudem seu jeito natural. É claro que somos seres humanos e passíveis de erros, mas não devemos dar tanta importância a coisas supérfluas e sim enfatizar o que aconteceu de bom.
Sorria!
Você é um ser independente, e pode quase tudo, basta apenas querer.
Gostamos de você e do seu trabalho.
Não se torne tão radical. As pessoas são o que são, e jamais irão agradar a todos.
Beijos!
(Carta escrita à mim, em um momento difícil depois de um dia muito triste, por três de minhas alunas do terceiro período do curso de Serviço Social – Dia 29 de Outubro de 2010).

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Chão de asas

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terça-feira, 26 de outubro de 2010
honraria
honraria

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Desmedido
Este amor
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O Elevador
O quadrado metálico media quatro metros de largura por seis de comprimento. Era uma das máquinas mais luxuosas do mercado. Fundido em seu exterior com titânio e uma liga de ouro que se mesclavam realizando alguns desenhos florais e contendo a sigla da empresa que o produzia em edições limitadas. Seu interior indicava uma decoração art déco em tons de bege e marrom claro, além de pequenos detalhes em rubro, para melhor receber os indivíduos que transitavam pelos corredores refinados da magnânima construção.
O jovem negro apertou o botão, feito de marfim sintético, esperou poucos segundos e logo adentrou ao elevador, seu andar era o trigésimo nono, o último da suntuosa torre. Era jovem, bem jovem, no máximo quinze anos... Talvez dezesseis. Uma mulher adentrou ao recinto mecanizado por roldanas, cabos e um pequeno computador interno, se encontrava no vigésimo quarto andar. Entrou, viu o provável adolescente e permaneceu em silêncio, esperando que o mostrador indicasse logo o T.
O aparelho descia tranquilamente, sem realizar nenhum ruído, e os dois seres humanos em seu interior encontravam-se afastados diametralmente, um em cada canto do retângulo, mantendo a maior diagonal possível. No décimo terceiro andar entraram mais dois homens. No horário de almoço o movimento era menos intenso no agitado complexo empresarial.
O primeiro dos homens a entrar era um rapaz alto, trajando um bem cortado terno azul marinho risca de giz. Cabelos curtos e negros. Íris verdes. Corpo aparentemente atlético. Ao entrar a primeira coisa que fez foi lançar os olhos sobre a mulher que ali estava. Um olhar rápido, discreto, como um soldado que está verificando o campo de batalha pela primeira vez. O segundo era um homem enorme. Media um metro e oitenta e cinco de altura e pesava uns cento e cinqüenta quilos, para ser mais exato, cento e cinqüenta e três quilos. Estava suando pra cacete! Parecia nervoso por algum motivo desconhecido, seu colarinho estava completamente encharcado, e suas axilas mostravam as indefectíveis marcas redondas que manchavam seu blusão rosa, de botão.
A mulher o observou e pensou [nojento!]. Vestia um tailleur cor de chumbo e sapatos scarpin de cor cinza escuro e pontas finas. Saia até os joelhos em um tom dégradé um tantinho mais claro que a peça de cima. Parte superior que delimitava um leve decote que pouco revelava o belo contorno de seus bustos recém re-siliconados. Olhos azuis. Seus cabelos eram tamanho médio, um pouco acima dos ombros, castanhos claros, alisados por escova progressiva, feita dois dias antes. Pele alva. Reparou o olhar veloz do homem de terno bem cortado.
O jovem negro era baixo, tinha cabelos crespos curtos. Olhos negros. Usava um boné vermelho do time de basquete Chicago Bulls. Também usava uma enorme e larga camisa branca, negra e amarela do time de hóquei norte-americano Boston Bruins, além de um grosso colar dourado. O homem gordo lançou um rápido olhar para o reluzente colar. Não dá para saber o que pensava naquele momento.
Estavam os quatro dentro daquele luxuoso aparelho que descia silenciosamente. O gordo e o rapaz de terno estavam próximos um do outro, logo ao lado dos botões com os números dos andares, na entrada. A mulher permanecia em um canto e o menino no canto oposto. Todos em silêncio, apesar de alguns fortuitos olhares.
De repente, ao cruzar o oitavo andar e chegar exatamente à posição equivalente ao sétimo andar e meio, o elevador dá um solavanco, pára e todas as luzes se apagam. [Saco!] pensa o homem de terno. [Logo agora...] pensa o gordo.
Silêncio. Silêncio. Silêncio.
- AI MEU PAI! PeloAmorDeDeusPutaQuePariuEuQueroSairDaquiTenhoUm
MedoFilhoDaPutaDeFicarPresaNumLugarEscuroEComGenteEstranhaPorra! – disse em voz estridente a mulher de tailleur cor de chumbo.
Logo após a esse pequeno desabafo a luz voltava ao recinto, porém a máquina continuava parada e aqueles olhos aflitos se entreolhavam. A mulher, envergonhada, pede desculpas: – Desculpa, gente! O homem gordo suava ainda mais e agora se encontrava completamente molhado. O homem de terno fitava o gordo com olhos complacentes e com alguma pena [gordo filho da puta, deve ser por sua causa que essa porra enguiçou].
O menino, pela primeira vez, dirige o olhar e a palavra à mulher, dizendo: - Dona! Fica tranqüila que logo logo eles consertam isso aqui, num demor... Ela o retruca: - Ô moleque, o que você entende de manutenção de elevadores de luxo? E ele: - Entendo um pouco [Patricinha de escritório escrota! Tá pensando que é alguma coisa?]. Ela diz: - É... Gente como você entende desse tipo de coisas mesmo...
O rapaz de terno tenta acalmar o ambiente falando para que todos fiquem tranqüilos e que esse tipo de problema é inteiramente normal. Era somente apertar o botão de emergência que em poucos minutos todos sairiam daquela situação sãos e salvos. A mulher gosta da fala do charmoso homem. A troca de olhares se intensifica. [Gostoso] ela pensa. [Gostei da roupa, deve ser executiva] pensa ele. [Gordo] pensa o garoto. [Pretinho cafona! Essa porra deve ser boy...] pensa o gordo.
O calor aumentava, pois se no recinto ainda havia luz, o ar condicionado estava desligado. O nervosismo e a temperatura subiam cada vez mais.
- Ô moleque, será que você não consegue sair pelo teto e chegar no próximo andar? – fala o belo homem de terno.
- E quem é tu pra me chamar de moleque? Você sabe com que... – tenta responder o rapaz.
- Cala a boca aí ô pivete! – grita o gordo, interrompendo-o.
- É isso aí, cala a boca mesmo – confirma a mulher.
- E tu? Maior chorona covarde! – caçoa o jovem.
O gordo nesse momento não se agüenta e gargalha. No mesmo instante a mulher enfurecida solta: - Não ri não, não ri não, seu gordo seboso e nojento. Deve ter sido por sua causa que esse elevador parou! Se você não fosse tão obeso essa porcaria não ficaria aqui parada e ainda por cima fedendo a suor.
O gordo engole a seco. E o silêncio retorna ao recinto... Um soluçar. Um pequeno barulho. Um barulhinho. Um choro. O homem gordo começa a chorar. Começa a chorar copiosamente. Chora como uma criança que perdeu o sorvete de creme que acabou de ir ao chão. Ele adorava sorvete de creme quando era criança.
Mais uma vez o rapaz de terno tenta acalmar as coisas dizend...
- Cala a boca seu playboyzinho de merda – grita o homem que ainda chorava – Quem é você para tentar me consolar? Você tá dando uma de bonzinho só porque quer comer essa gostosa metida à besta!
O belo rapaz abre a boca, mas nada sai de seus lábios.
Não havia mais a possibilidade de se mensurar o tempo naquele local. Uma eternidade de segundos fazia parte de suas vidas naquele luxuoso, fedorento e estacionado elevador. Porém mais que de repente a luz volta a cair, todos gritam, a luz volta e aparentemente o ar condicionado retorna o seu zunido. A máquina começa a se mexer lentamente, descendo, voltando ao movimento para a chegada definitiva ao sétimo andar. É quando ocorre um forte estrondo, a luz se apaga, a velocidade aumenta, um puxão brusco e intenso joga todos ao chão. O elevador cai violentamente.
Em uma das inúmeras manchetes do dia seguinte lê-se:
“ACIDENTE EM ELEVADOR DE LUXO MATA QUATRO PESSOAS

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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Sobre enterrar avós, por Paula Rúbea
Apesar de se tratar de um momento triste e irremediável, não há como não se emocionar com a beleza e a sutileza desse texto.
Fui ao enterro de três avós
Nenhuma era minha avó.
A primeira me disseram que era minha avó,
Me garantiram mesmo,
mas não era não e eu nada senti.
A segunda era minha avó,
Mas me contaram muito tarde,
E também nada senti.
A terceira disse que era minha avó
Mas supresa,
ela era minha mãe!
Como dói perder a mãe.
Cheiros claros para sua vovó.

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domingo, 4 de julho de 2010
E-SESSION (Carla e Vinícius) - Vejam e Comentem!

As fotos já estão no blog de Marina, e o que é melhor... Se estas fotos receberem muitos comentários, poderemos ganhar mais de 100 fotos deste lindo ensaio.
Portanto peço uma ajudinha dos amigos a esses noivinhos apaixonados e felizes.
Comentem em:
http://marinalomar.com/?p=1745
Desde já agradeço os olhos e o carinho de vocês.
sábado, 3 de julho de 2010
03:47 a.m
Porém o problema é muito mais grave do que um resumido atestado de bons modos com o corpo. A noite é minha companheira desde criança. Desde os programas televisivos que acompanhei, até os livros e textos que passei a escrever com a amiga madrugada. Vivo minha solidão acompanhada de letras, filmes e a lua, cheia ou não.
Mas minha companheira de anos também se tornou uma malévola parceria. Explico: Noites viradas, refeições trocadas, trabalhos mal feitos, lembranças apagadas... E qual solução para meu prazer e tormento?
“Chá de camomila”. “Passa três dias acordados que o sono vem”. “Conta carneirinhos”. Nada. E finalmente veio a solução final.
São eles. Sim. Os famosos remédios para dormir. Mas não, não os quero! Não quero perder o controle, os sentidos. Ser um zumbi narcotizado. Prefiro ser refém da insônia.
Enfim...
Consegui! E exatamente neste momento encontrei a saída. Agora, sim, agora, neste instante, às 03:47 da manhã assumo que meu destino é não dormir e terminarei minha vida assim, exatamente assim, e são nessas as palavras que coloco meu ponto final. Porque a noite, essa danadinha, não tem, não tem mesmo... fim. Não para mim.
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Haha pra ti, Copacabana!
O ônibus corre:
E a profecia não se realizou! As águas não te inundaram e os monstros marinhos não comeram a cabeça de ninguém, nem a minha. Nem as donzelas nem os rapazes pararam de perfilar seus corpos quase nus diante do vai-e-vem das curvas de suas pedras. Pedrinhas lusitanas. Os edifícios continuam a arranhar os céus em tons de cinza cada dia mais cinzentos, continuados e eternos.
O coletivo sacoleja em um buraco:
Haha pra ti, Copacabana! Tua coroa de princesa continua intacta e os velhinhos andam sobre tuas baratas e baratos, nas ribeiras de teu nome. E ainda hoje tu resistes Copacabana! Com tuas ruas cheias de vida e de morte, luzes e ribaltas, músicas e sussurros. Teu profeta que tanto te odiou e amou em palavras, amou e odiou em vida, talvez tivesse razão. Teus pecados deixariam Sodoma e Gomorra de cabelos em pé, sem que a Medusa sentisse o menor remorso em emprestar seus cachos de cobra e petrificar-te em rochas infindas.
E o sonho prossegue:
Haha pra ti, Copacabana! Como querer a ti se tu só me trazes cansaço e alegria, desgraças e vida...
De repente a voz do cobrador chama o poeta sonhador:
- Senhor! Acorda, acorda, já chegamos ao ponto final.
O homem desce do aparelho andante, passa pela placa que diz “Posse-Nova Iguaçu”, cruza o lixão vizinho à sua residência, enfia a chave na porta e fala baixinho:
- Haha pra ti, Copacabana!

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Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades
(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC
Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!
O autor
Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.
O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS
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notas Música cantada é filme. Música tocada é livro. Música encantada é vida . Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
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Névoa, névoa. Ludibriada mente. Meio zumbi. Meio gente. Névoa, sono. Metade vida. Metade sonho. Sono, sonho. Sopro intenso. Imenso dano. Ten...
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Eu nasci no Rio de Janeiro, mas não sou carioca. Rio de Janeiro e São Paulo são os dois estados da federação em que Estado e Capita...

