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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Meu aniversário de 30 anos!

Bom, estou postando no dia do meu aniversário por apenas um motivo: Adentro ao time dos balzaquianos (será que é só uma exclusividade feminina ser "balzaquiana" ?). Sim, faço 30 primaveras no dia de hoje. E cruzar esta linha dos "vinte" para os "trinta" não é nada fácil, ou é? Quando menos esperamos... estamos lá. Mas enfrento esse momento com resignação e coragem, e com fé de que aos 40 ainda estarei aqui escrevendo e torrando a paciência de vocês.

E para provar como ainda estou bem, publico minha foto** mais atual:



Transcrevo agora uma crônica bem bacana que encontrei pelas andanças internéticas da vida. O link com a referência vai ao final do post.


"Acabo de me tornar um homem de 30, o que merece algumas considerações. A primeira é que ainda tenho, segundo a teoria de um amigo - um homem de 40 -, cinco anos pra sonhos, incertezas, devaneios e aquele certo incômodo de não sei o quê. É que, de acordo com a teoria desse amigo - lembrem-se, um homem de 40 -, aos 35 anos atingimos, os homens, a tal maturidade. Talvez, penso eu, o que Sartre chama de A Idade da Razão (parênteses pra lembrar que esse foi um livro lido aos 20 que muito me influenciou). Aos 35 anos, segundo o Normand, esse meu amigo, nós temos plena consciência do que era apenas sonho irrealizável e do que pode se constituir em um projeto de vida decente. Mas hoje não, só aos 35 anos.

Um homem de 30, em pleno século XXI, pode se gabar de ter vivido apenas um terço da vida ou pouco mais que isso, ao se verificar a expectativa de vida média nacional - e se for parcimonioso no seu dia-a-dia. Graças aos avanços da ciência, um homem de 30 não é mais um homem de meia idade.

Um homem de 30 anos já é um profissional, seja lá qual for a profissão que tenha escolhido - ou o contrário. Mas um bom homem de 30 ainda não se acomodou. Um bom homem de 30 ainda tem cinco anos pra, por exemplo, deixar o jornalismo e se tornar um... um o quê mesmo?

Um homem de 30 numa cidade de 70. Um homem de 70 numa cidade de 110?

Pra um birigüiense (no meu caso, mesquitense)* de 30, que não é lá nenhum Gianecchini, já tive mais mulheres do que mereço. Mas menos do que gostaria.

30 anos. Pras mulheres, balzaquianas. Pros homens... ficamos sem definição?

Diga 33, pede o médico. Não, hoje só digo 30. Trinta e três só depois de amanhã.

Trinta e cinco anos, a idade da razão. Mas poderá um homem de 30 já ter vivido a melhor fase da vida? Desconfio que sim, mas torço que não. Talvez seja possível ter vivido a melhor e a pior fases. E uma média disso, seria suportável? É provável que sim, especialmente com a ajuda das fluoxetinas da vida.

Quero aprender inglês, francês, italiano, espanhol. Violão, teclado - piano seria pedir demais -, guitarra, clarineta, saxofone. Quero ler muitos livros, completar as obras de Miller e Sartre - haverá tempo na vida pra O Ser e o Nada? -, começar Hemingway e Paulo Coelho. Não, Paulo Coelho, não. Quero reler alguns livros, mas como, se não há tempo nem pros novos? Quero assistir, de novo, a filmes menores, mas bons: Antes do Amanhecer, Para o Resto de Nossas Vidas, Henry e June.

Há tempo na vida de um homem de 30 pra tudo isso? Sobretudo antes dos 35? É, porque se depois disso estará tudo bem, quem se preocuparia com complicadas coisas novas?

Implante pra calvície, lipoaspiração e cirurgia plástica pra barriga de cerveja, viagra praquilo-que-comigo-nunca-acontece-eu-sou-é-macho-aê. Haverá com o que um moderno homem de 30 deva se preocupar? (Ah, e cidades sempre com mais mulheres que homens).

Senhoras, senhores, senhoritas - especialmente senhoritas: esse novo homem de 30 ainda tem quatro anos e 364 dias pra atingir a idade da razão. Até lá, tudo é permitido.

Sou um homem de 30 sob nova direção. Ou melhor: sem direção nenhuma. Amanhã vou pensar no que fazer. Amanhã não, só depois de amanhã".

* interferência abusiva minha

http://galvez.tipos.com.br/posts/2008/08/09/balanco-dos-30-anos-ou-um-balancado-homem-de


** clique na foto para saber a verdadeira referência da mesma



Besos a todos!
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O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

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