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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

CINEFILIA: MELHORES FILMES DE 2014, por Samantha Brasil

Final de ano combina com listas e como todo cinéfilo adora uma lista de melhores filmes do ano eis aqui uma recheada. Já que 2014 foi um ano repleto de filmes interessantíssimos, não me detive a fazer uma pequena lista de 10 melhores como é de praxe. Aproveitei o ensejo, me inspirei e dividi a lista em categorias, pois o mundo vai muito além de Hollywood. Corram atrás dessas pérolas do cinema nacional e mundial porque 2015 já está batendo à porta e novas produções estão por vir.



FILME (LÍNGUA INGLESA): ELA, de Spike Jonze.

























1) ELA, de Spike Jonze
2) SOB A PELE, de Jonathan Glazer
3) BOYHOOD, de Richard Linklater
4) 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO, de Steve McQueen
5) NEBRASKA, de Alexander Payne
6) O ABUTRE, de Dan Gilroy
7) O CONGRESSO FUTURISTA, de Ari Folman
8) O GRANDE HOTEL BUDAPESTE, de Wes Anderson
9) MIL VEZES BOA NOITE, de Erik Poppe
10) THE ROVER – A CAÇADA, de David Michôd


FILME (LÍNGUA NÃO-INGLESA): MISS VIOLENCE (Grécia), de Alexandros Avranas.



1) MISS VIOLENCE (Grécia), de Alexandros Avranas
2) INSTINTO MATERNO (Romênia), de Calin Peter Natzer
3) MOMMY (Canadá), de Xavier Dolan
4) O PASSADO (Irã), de Asghar Fahradi
5) RELATOS SELVAGENS (Argentina), de Demian Szifron
6) IDA (Polônia), de Pawel Pawlikowski 7
7) A MONTANHA MATTERHORN (Holanda), de Diederik Ebbinge
8) GLÓRIA (Chile), de Sebastian Lelio
9) ALABAMA MONROE (Bélgica), de Felix Van Groeningen
10) CÃES ERRANTES (China) de Tsai Ming-Liang


FILME NACIONAL: O LOBO ATRÁS DA PORTA, de Fernando Coimbra.

























      1) O LOBO ATRÁS DA PORTA, de Fernando Coimbra
2) UMA DOSE VIOLENTA DE QUALQUER COISA, de Gustavo Galvão
3) VENTOS DE AGOSTO, de Gabriel Mascaro
4) O HOMEM DAS MULTIDÕES, de Marcelo Gomes
5) O MENINO E O MUNDO, de Alê Abreu
6) QUANDO EU ERA VIVO, de Marco Dutra
7) HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO, de Daniel Ribeiro
8) GATA VELHA AINDA MIA, de Rafael Primot
9) PRAIA DO FUTURO, de Karim Aïnouz
10) MINUTOS ATRÁS, de Caio Soh


FILME ESTRANGEIRO (Mostras e Festivais): A ILHA DOS MILHARAIS, de George Ovashvili.

























      1) A ILHA DOS MILHARAIS (Geórgia), de George Ovashvili
2) WINTER SLEEP (Turquia), de Nuri Bilge Ceylan
3) O SEGREDO DAS ÁGUAS (Japão), de Naomi Kawase
4) BLIND (Noruega), de Eskil Vogt
5) O PRESIDENTE (Alemanha, França, Geórgia e Reino Unido), de Moshen Makhmalbaf


FILME NACIONAL (Mostras e Festivais): A HISTÓRIA DA ETERNIDADE, de Camilo Cavalcante.

























1) A HISTÓRIA DA ETERNIDADE, de Camilo Cavalcante
2) A MISTERIOSA MORTE DE PÉROLA, de Guto Parente 
3) CASA GRANDE, de Fellipe Gamarano Barbosa
4) LOVE FILM FESTIVAL, de Vinícius Coimbra
5) A DESPEDIDA, de Marcelo Galvão



Samantha Brasil foi criada na Ilha do Governador, insular espaço fincado na Zona Norte do Rio de Janeiro, permeada entre a Baía da Guanabara, o Aeroporto do Galeão e a Ilha do Fundão. Fez Ciências Sociais na UFRJ, mas decidiu também fazer Direito. Hoje é funcionária do TJ-RJ. O cinema foi surgindo em sua vida como gosto, até atingir o ápice de vício. Médicos dizem que hoje não há mais cura, então sua única saída será ver mais e mais filmes, além de viajar em busca de Mostras e Festivais de cinema. Agora também escreve sobre esta maravilhosa arte, porque vício é assim mesmo.




Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CINEFILIA: "Mommy", por Samantha Brasil




Mommy (2014, Xavier Dolan)

Por Samantha Brasil

24/12/2014

Com seu quinto filme, o jovem diretor canadense Xavier Dolan foi aclamado no Festival de Cannes desse ano recebendo o Prêmio do Júri junto com o experiente cineasta Jean-Luc Godard. E o prêmio não foi à toa. Com um trabalho magnífico, o diretor de apenas 25 anos, retoma o tema que nunca largou e que o lançou no mundo cinematográfico: as dificuldades nas relações familiares, em especial entre mãe e filho. Seu primeiro filme “Eu matei minha mãe” (2009) é um retrato histérico de uma família disfuncional formada somente por mãe e filho na qual a relação de ambos é totalmente inviável. Já em “Mommy”, o tema é semelhante, porém aqui o que mais chama a atenção é o amor exacerbado entre a mãe Diane (Anne Dorval, atriz-fetiche de Dolan) e seu filho adolescente Steve (Antoine-Olivier Pilon). É tanto amor que a relação fica sufocante, não mais pelas diferenças (como no primeiro filme), mas pelas semelhanças.

E pra mostrar o quanto a essa mediação é claustrofóbica em diversos níveis, Dolan utiliza a técnica estilística de filmar no formato de câmera 1:1 que encurta a tela, deixando a imagem com um tamanho quadrado como se fosse uma janela. Só por esse aprumo e apreço estético que compõe uma metáfora e uma metalinguagem dos e para os próprios personagens já se pode notar o cuidado com que Dolan idealizou essa obra. Nada é gratuito e este recurso imagético funciona perfeitamente para demonstrar o quanto ao longo do filme os personagens conseguem se expandir e se retrair de acordo com os acontecimentos. “Mommy”, nesse sentido, é uma película bastante sensorial, pois além de vermos as atuações em conjunto com cenário e fotografia (acertadamente trabalhada por André Turpin), nós de fato experimentamos junto com os atores todas as agruras do roteiro tão bem explorado pelo diretor.

A história é contada num Canadá fictício, mas não muito longínquo. A trama é narrada em 2015 quando o governo canadense sanciona uma Lei que prevê que a família pode “abandonar” um filho problemático aos cuidados do Estado sem qualquer ônus ou sanções legais. Steve é um desses adolescente-problemas, que tem na mãe Diane um espelho de imaturidade que faz com a relação entre eles, apesar de muito amorosa, seja uma completa catástrofe. Ambos são desajustados sociais, pois não se enquadram nas regras de conduta moralmente recomendadas. A essa dupla quase que explosiva soma-se uma vizinha tímida chamada Kyla (Suzanne Clément) introspectiva, com problemas de fala e sufocada por uma estrutura familiar extremamente conservadora, mas que de alguma forma vai ser o ponto de equilíbrio dessa família disfuncional. 

Esse triângulo emotivo formado por Dorval, Clément e Pilon tem uma força monstruosa de atuações irrepreensíveis funcionando como um motor catártico de relações interpessoais que denotam insegurança, amor, fúria, frustração, angústia, incerteza, liberdade, alegria, prazer. Tudo isso misturado com cores vibrantes e acompanhado de uma trilha sonora extremamente vívida a ponto de se tornar praticamente uma personagem. Destaco aqui uma cena de grande beleza do filme em que a tela se expande para o seu formato normal, abandonando aquele olhar reduzido do mundo proporcionado pelo formato quadrado vertical 1:1, no qual Steve tem um momento explosivo e catártico ao som de “Wonderwall” da banda Oasis. Facilmente essa cena entrará para o panteão do cinema devido a sua intensa magia.

Sem sombra de dúvida e tendo em vista que já estamos a menos de 15 dias para o fim de 2014 é possível desde já afirmar que “Mommy” é um dos melhores filmes do ano. Indicado pelo Canadá para concorrer na categoria do Oscar de filme estrangeiro é um filme imprescindível não somente na filmografia de Dolan que o dirige, monta, produz, é chefe de figurino e roteirista, mas na lista de qualquer cinéfilo que se preze.

Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Obs.: A escala de corações vai de coração vazio (em branco) até cinco!







































Samantha Brasil foi criada na Ilha do Governador, insular espaço fincado na Zona Norte do Rio de Janeiro, permeada entre a Baía da Guanabara, o Aeroporto do Galeão e a Ilha do Fundão. Fez Ciências Sociais na UFRJ, mas decidiu também fazer Direito. Hoje é funcionária do TJ-RJ. O cinema foi surgindo em sua vida como gosto, até atingir o ápice de vício. Médicos dizem que hoje não há mais cura, então sua única saída será ver mais e mais filmes, além de viajar em busca de Mostras e Festivais de cinema. Agora também escreve sobre esta maravilhosa arte, porque vício é assim mesmo.




Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

sábado, 29 de novembro de 2014

CINEFILIA: "Boyhood", por Samantha Brasil



Boyhood – da infância à juventude (EUA, 2014).

Por Samantha Brasil

29/11/2014

Imagine um filme que demore 12 anos para ser rodado, no qual o diretor acompanha a rotina diária de uma “família”, no qual a gente percebe as mudanças físicas dos personagens, as roupas de cada ano, as músicas mais famosas de cada época, estilos e trejeitos de falar, gírias, jogos, aparelhos eletrônicos, carros da moda. Esse projeto fantástico de falar da simples rotina diária de uma família comum foi lançado esse ano por Richard Linklater, que inclusive levou o prêmio de melhor direção no Festival de Berlim. Mas não era de se surpreender que um projeto original desse porte viesse justamente de Linklater. Afinal ele ficou famoso por dirigir a trilogia composta pelos filmes “Antes do amanhecer” (1995), “Antes do por-do-sol” (2004) e “Antes da meia-noite” (2013) que também acompanha as três fases de um casal interpretado pelos mesmos atores (Ethan Hawke e Julie Delpy). Ou seja, o diretor gosta desse desafio de lançar grandes projetos que se perpetuam no tempo. E nós só temos a ganhar, já que a riqueza dos detalhes e das delicadezas em que as relações micro se formam para dar conta de um universo macro nos faz pensar e refletir não só sobre uma família em particular, mas sim na própria transformação social de uma década.

“Boyhood” (no original) é um dos filmes mais esperados nas indicações para o Oscar de 2015, podendo ser indicado nas categorias de melhor filme, direção, roteiro original, ator e atriz coadjuvantes (para Ethan Hawke e Patricia Arquette, que interpretam pai e mãe do protagonista). A película é vista pelos olhos do menino Mason Jr., interpretado por Ellar Coltrane, que vive as agruras da mudança da infância para a adolescência (um dos momentos mais ricos, tensos, densos e desconfortáveis da vida de um ser humano). Nessa empreitada ele se soma à sua irmã Samantha, personificada pela própria filha do diretor: Lorelei Linklater. Vemos ambos crescendo, envelhecendo, mudando os cabelos, o estilo de se vestir, o modo de falar, o timbre da voz, as espinhas, a descoberta do primeiro amor. Hawke e Arquette são os pais dessa dupla e que vivem em um casamento que não dá certo. Nessa jornada da infância à juventude, como sugere o subtítulo que ganhou em terras brasilis, vemos um casal que se separa, a mudança de colégio das crianças, problemas financeiros, o novo parceiro da mãe que chega nessa família meio desestruturada com mais dois filhos, um pai ausente que só aparece para entreter e não para educar.

Podemos então estar nos perguntando: o que tem de tão interessante e que faz este filme ser um marco no cinema mundial, já que ele conta uma história tão comum, tão banal?  A genialidade está na forma, na estética, na ousadia, no roteiro inventivo e constantemente mutável para se adequar às transformações sócio-culturais. Mas não somente nisso. Está também no conteúdo, pois muitas vezes é mais difícil contarmos uma trama simples, sem deixá-la parecendo “mais do mesmo” e enfadonha. Projeto semelhante, todavia menos grandiloquente, foi o de Michael Winterbottom ao filmar por cinco anos o longa inglês “Todos os dias” (2012). Porém, diferente deste aqui, tal diretor relata um caso específico. Mostra como uma família lidou com o fato do pai estar preso cumprindo pena por um crime cometido. Já Linklater consegue prender o espectador ao longo de quase três horas de projeção para falar sobre dia a dia, cotidiano, ou seja, nenhum tema em especial. Quando o filme acaba nos sentimos meio órfãos, querendo saber mais da vida de Mason Jr. e sua família. Se ele se forma, se seu encontro com a namoradinha dá certo, como está seguindo sua vida, como está sua aparência. Tornamo-nos meio que personagens ocultos do filme que se passa numa época recente em que todos vivemos. Impossível não se emocionar e se identificar com as diversas referências de gostos, hábitos, costumes da década passada. 

“Boyhood” apesar de datado é um filme atemporal no sentido em que marcará esta década numa experiência quase “documental” do diretor que pretende imprimir uma marca autoral na história do cinema. A vontade de Linklater nos convencer é tão realista que a gente acaba se deixando levar por aquela família como se ela de fato existisse. Um trabalho realmente primoroso e engajado não só do diretor, mas de todo o elenco. Aliado ao que já foi dito, some-se a tudo isso uma trilha sonora espetacular que marcou as fases pelo qual o filme perpassa de forma a se tornar quase um personagem. É um filme de total imersão que nos faz reviver a nossa própria infância e juventude, com o perdão do trocadilho em relação ao nome "brasileiro" do filme.

Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ 

Obs.: A escala de corações vai de coração vazio (em branco) até cinco!




Samantha Brasil foi criada na Ilha do Governador, insular espaço fincado na Zona Norte do Rio de Janeiro, permeada entre a Baía da Guanabara, o Aeroporto do Galeão e a Ilha do Fundão. Fez Ciências Sociais na UFRJ, mas decidiu também fazer Direito. Hoje é funcionária do TJ-RJ. O cinema foi surgindo em sua vida como gosto, até atingir o ápice de vício. Médicos dizem que hoje não há mais cura, então sua única saída será ver mais e mais filmes, além de viajar em busca de Mostras e Festivais de cinema. Agora também escreve sobre esta maravilhosa arte, porque vício é assim mesmo.



Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CINEFILIA: "Relatos Selvagens", por Samantha Brasil

É com muito orgulho que o PSQC anuncia a luxuosa participação de Samantha Brasil em nosso humilde e persistente espaço. Samantha irá nos brindar com sua percepção aguçada e coração afetuoso para a arte mais apaixonante dos tempos modernos: o CINEMA!

Com duas críticas por mês, espaçadas quinzenalmente, irá falar sobre filmes de arte que entrarão em circuito. Nas segundas e últimas sextas-feiras de cada mês. Excepcionalmente estreamos hoje. Porquê? Porque somos ansiosos oras, eu e ela! Degustem! Divirtam-se! 

Obrigado Samantha. 




Relatos Selvagens

Por Samantha Brasil

7/11/2014

Relatos Selvagens é o indicado da Argentina ao Oscar de filme estrangeiro de 2015. O filme é uma produção de Pedro Almodóvar, escrito e dirigido por Damián Szifrón (criador da série argentina Os simuladores). Com ritmo frenético, acompanhado de uma estética do caos, permeado por uma linguagem coloquial e versando sobre vingança, o filme é composto por seis esquetes que não se comunicam, mas que brilham em conjunto de forma magistral. É difícil vermos um longa-metragem composto por historietas em que todas funcionem de forma eficiente. Aqui, pelo menos 4 são excelentes e 2 ótimas e é por este motivo que a película tem sido ovacionada por público e crítica.

Relatos Selvagens tem um galã de peso no elenco, o queridinho do público brasileiro Ricardo Darín. Mas o filme é muito maior que isso. A trama que envolve Darín é de fato uma das melhores. No dia do aniversário da filha, seu carro é rebocado por estar estacionado de forma irregular bem na hora em que ele está comprando o bolo da festa para a qual está extremamente atrasado. Ao se dirigir ao departamento de trânsito, além de pagar uma multa exorbitante, se depara com toda a burocracia que é peculiar aos serviços públicos e tem momentos de fúria que poderiam ser vividos por qualquer pessoa em situação semelhante. E é de momentos como esse que vem a “selvageria” do roteiro. No filme, em cada situação limite a que os personagens são submetidos, as respostas a estes estímulos são justamente aquelas que não podemos fazer por termos que respeitar não só às Leis como todas as regras de bom convívio social. Num embate entre cidadão versus Estado, esse trecho faz alusão ao filme Um dia de fúria (1993, Joel Schumacher) protagonizado por Michael Douglas

Neste universo da barbárie criado pelo diretor em que o politicamente correto não existe vemos ainda a trama na qual um rapaz da alta sociedade argentina atropela de madrugada uma mulher e, para tentar livrar o filho do cumprimento da pena pelo crime cometido, o pai usa das mais ardilosas ferramentas de corrupção imaginadas. Imediatamente somos remetidos ao interessante filme turco 3 macacos (2008, Nuri Bilge Ceylan) que trata de temática semelhante de forma séria e mais visceral.

Um episódio de ares tarantinescos envolve uma briga de trânsito, no qual dois homens vão aos limites da loucura após uma discussão por conta de uma ultrapassagem na estrada. Afinal, quem nunca discutiu no trânsito e/ou teve vontade de matar alguém ou simplesmente destruir o carro do oponente pelo simples prazer de expor todo o ódio cego que estava sentindo? Para encerrar o filme temos a atuação fantástica de Erica Rivas que interpreta uma noiva “à beira de um ataque de nervos” (em homenagem à produção de Almodóvar) no dia da sua festa de casamento.

Os seis episódios que compõem essa obra são alinhavados pela excelente trilha sonora composta por Gustavo Santaolalla que dão o tom grave de humor negro que nos faz rir de situações grotescas nas quais, de uma forma ou de outra, iremos nos identificar. Apesar de episódios breves (cada um tem em torno de 20 minutos), é possível fazermos uma reflexão sobre todos os “sacrifícios” que temos que fazer para nos conter no dia-a-dia a fim de que possamos viver de forma pacífica em sociedade. Em tempos em que uma cultura de intolerância e de ódio é crescente, Relatos Selvagens vem para nos fazer refletir sobre até que ponto podemos ir para satisfazer um desejo de vingança, ou porque não, de fazer justiça com as próprias mãos.

Nota: ♥ ♥ ♥ ♥  ½

Obs.: A escala de corações vai de coração vazio (em branco) até cinco!

RELATOS SELVAGENS (Relatos Salvajes)
Direção: Damián Szifrón
Elenco: Ricardo Darín, Oscar Martínez, Leonardo Sbaraglia, Erica Rivas, Diego Gentili

Produção: Argentina/Espanha (2014)






Samantha Brasil foi criada na Ilha do Governador, insular espaço fincado na Zona Norte do Rio de Janeiro, permeada entre a Baía da Guanabara, o Aeroporto do Galeão e a Ilha do Fundão. Fez Ciências Sociais na UFRJ, mas decidiu também fazer Direito. Hoje é funcionária do TJ-RJ. O cinema foi surgindo em sua vida como gosto, até atingir o ápice de vício. Médicos dizem que hoje não há mais cura, então sua única saída será ver mais e mais filmes, além de viajar em busca de Mostras e Festivais de cinema. Agora também escreve sobre esta maravilhosa arte, porque vício é assim mesmo.


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Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades

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Agora também estamos no incrível espaço de cultura colaborativa que é a Obvious. Lá faremos nossas digressões sobre literatura, cinema e a vida nas cidades. Ficaram curiosos? É só clicar na imagem e vocês irão direto para lá!

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Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!

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O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

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