(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

amendoins oleosos

Minha intelectualidade e alegria estão circunscritos
aos amendoins oleosos que descansam em pequenos
pedaços de papel para manusear em mesas quase sempre
sujas de comida escorrida de pratos quase sempre felizes e
olhos etílicos perdidos nas noites quentes dos bares de esquinas
de uma Lapa que parece persistir em cada canto de nosso abafado
jongueiro e sambístico território brasileiro.

(para Lucinha)


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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CONVIDADOS

Este post é para abrir as portas do PSQC e incitá-los a participarem deste espaço virtual do qual tenho tanta paixão e orgulho. A idéia do convite e abertura aos convidados surgiu com a gravação de nosso programa de rádio. E de fato já contamos com algumas participações mais do que especiais no Palavras Sobre Qualquer Coisa: Humberto Assumpção, Álvaro Macedo Fernandes Silva, Carla Juliane Oliveira... E queremos muito mais!

Portanto este post é, para mais um vez convocá-los, a participarem deste humilde espaço internético. Mas de que forma? Enviem arquivos de áudio (formato mp3) com a leitura de textos do PSQC que mais gostem ou que odeiem (e que queiram deixar um pouco melhor), de textos de autores consagrados e que vocês amem, ou simplesmente os SEUS próprios textos e poemas que estão esquecidos na gaveta empoeirada da escrivaninha. O PSQC quer revelar esses "esquecidos". Além de não estarmos restritos às gravações em áudio (que podem ser feitos pelos microfones dos computadores dos senhores).

Podem também enviar textos, poemas, artigos e qualquer outra forma de manifestação artística, jornalística ou acadêmica. Obviamente que o material passará pelo meu crivo, mas exceptuando-se as baixarias e o mal gosto, tudo mais estará liberado neste espaço. Sou um crítico incrivelmente benevolente (uma puta velha), inclusive comigo mesmo, senão o próprio PSQC não existiria (risos contidos).

Então está combinado! Espero que após a postagem desta convocatória minha caixa de email esteja lotada dos mais diversos textos e arquivos. Mas calma, muita calma, não precisa enviar agora, pode escolher com calma... e dito tudo isto despeço-me carinhosamente de todos os amigos, leitores, conhecidos, desconhecidos e blogueiros em geral.

Lembrando-os mais uma vez que o email do blog é:



espirito_dacoisa@hotmail.com



Besos a todos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

E a primavera chega!

E como prometido iremos detalhar nossos 2 programas de rádio já produzidos, o podcast do PSQC. E o título desta segunda aventura radiofônica se chama justamente "E a primavera chega!". Uma homenagem ao início desta época tão querida e aguardada de nosso clima tropical.

O programa de estréia de nosso podcast foi o "Abertura (Ago/08)".

E não se esqueçam, para ouvir as palavras sonoras do PSQC é só clicar o play do radinho azul logo abaixo do cabeçalho do blog. E para escolher o programa é só passar o mouse e clicar em "posts" do mesmo radinho.


Programação de "E A PRIMAVERA CHEGA!" (Outubro de 2008):

  • Canção de abertura "A história de Lily Braun" de Chico Buarque e Edu Lobo, interpretada por Gal Costa;
  • Abertura com o poema "Sereia", de Vinícius Silva e lido por Vinícius Silva;
  • Canção "Jeito de corpo" de Caetano Veloso e interpretada pelo próprio;
  • Abrindo a secção CONVIDADOS temos a leitura do poema "Apto" de Vinícius Silva, lindamente interpretado por Humberto Assumpção;
  • Canção "Get Together" (Madonna, Stuart Price, Anders Bagge e Peer Astrom), cantada por Madonna no álbum "Confessions on a Dance Floor" (2005);
  • A incrível participação de Álvaro Macedo Fernandes Silva (meu sobrinho-anjo) cantando comigo a canção "Se você jurar" (Nilton Bastos, Ismael Silva e Francisco Alves);
  • A mesma canção, "Se você jurar", na linda interpretação de João Bosco;
  • A convidada Carla Juliane de Lemos Oliveira lendo valsadamente o poema "A Valsa", de Casimiro de Abreu;
  • A canção "Rock With You" (Rod Temperton) magicamente interpretada por Michael Jackson;
  • Palavras de encerramento;
  • Canção "I've got you under my skin" (Cole Porter), magistralmente cantada pelo "blue eyes man" Frank Sinatra.


Programação de "ABERTURA (AGO/08)" (Agosto de 2008):

  • A leitura do poema "Apto" de Vinícius Silva por Vinícius Silva;
  • A canção "Mulher sem razão" (Cazuza, Dé e Bebel Gilberto) interpretada por Adriana Calcanhotto;
  • Leitura de "A guarda do anjo" de Vinícius Silva por Vinícius Silva;
  • Canção "Viajei" de Vitor Ramil, interpretada pelo mesmo e Marcos Suzano;
  • Leitura do texto "merda!" de Lúcia Helena Ramos, por Vinícius Silva;
  • Canção em homenagem a Lucinha, "Hollywood" (Enriquez, Bardotti e Chico Buarque) alegremente interpretada pelo Los Hermanos;
  • Leitura do poema " Japonerías De Estío" de Vicente Huidobro, por Vinícius Silva;
  • Canção "Piel Canela" (Bobby Capó), clássico do cancioneiro cubano, modernamente interpretada por Natalia (Lafourcade) y La Forquetina;
  • Encerramento;
  • Canção "Obsessão" (Milton de Oliveira e Mirabeau/irmãos Vitale), obsessivamente interpretada pela Orquestra Imperial.

Besos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Sou (Nós) - Marcelo Camelo

Zé Pereira (2008)

Distribuição: Sony&BMG


É difícil analisar uma obra encerrada em si mesma, assim como um sepulcro encalacrado. E digo isso porque o álbum que iremos resenhar neste momento é de um artista que tem como uma de suas características principais um hermetismo poético e, porque não dizer, psicológico. Fechadura esta que pode se apresentar conscientemente ou não, mas que não importa para quem quer simplesmente sentir, e não ficar analisando as coisas por simplesmente... analisar.

Para quem conhece as canções compostas por Marcelo Camelo pelo Los Hermanos poderá identificar elementos e tendências que se unem em um processo musical que se inicia com o primeiro cd do grupo, Los Hermanos, de 1999. Não irei aqui retratar e esmiuçar toda a obra dos hermanitos, mas as referências encontradas nas poesias e melodias de Camelo aparecem e ressaltam aos ouvidos dos apreciadores deste cantor/compositor, agora em carreira solo, desde seu primeiro trabalho com a referida banda.

E esses elementos parecem ter se amalgamado e tido seu auge e magnitude justamente no último álbum da banda carioca. "4" (último cd lançado pelo Los Hermanos) revela um distanciamento cada vez maior das canções escritas por Camelo em relação a seu parceiro de banda (e não de composições) Rodrigo Amarante. Acredito que uma das novidades mais bacanas trazida pelo Los Hermanos era justamente o contraponto musical de poder ouvir, com qualidade, estilos e formas de ver o mundo, e cantá-lo, com estéticas tão diferentes e distintas. Sempre (?) achei que houvesse uma complementaridade entre o jeito gutural, sarcástico, irônico, divertido e triste de Amarante e a melancolia, os sussurros, a timidez, a solidão, os coros e o, também, lado triste de Camelo.

Só que em "4" esta distância se faz maior e mais presente, e talvez por esse motivo os fãs da banda tenham estranhado tanto o ca
minho estético pela qual o conjunto se apresentava naquele momento. Hoje, ouvindo Sou, podemos perceber que aquele estranhamento também era vivido e explicitado pelos integrantes da banda, e principalmente por Marcelo Camelo. A necessidade de se colocar como um compositor que não fosse obrigado a se adequar à complementaridade esperada pela trajetória e pela expectativas de seu público, já bastante específico e quase fanático, gerou uma ruptura de fato, alegada pelo cansaço mas também demonstrada como uma libertação artística. Só que nenhuma libertação é total. Camelo sabe disso e tenta dar um passo adiante, sem esquecer de olhar para trás.
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Em Sou podemos identificar os temas recorrentes nas canções do cantor/compositor. A solidão, percebida como o estar só no meio da multidão e como esta presença em si pode ser combustível para a reflexão de como tentar se adequar da melhor forma possível ao "nós", torna-se a grande figura poética do álbum. Outros elementos conhecidos estão lá: os sussurros, os silêncios, pausas, coros, sambas, letras mais simbólicas (iniciadas em "4" ), Deus, tristeza, solidão, solidão, solidão e alguma alegria.

O álbum tem como banda base o grupo paulistano Hurtmold, mais conhecido pelo público "cool" de Sampa, e reconhecido em sua tentativa na busca de uma nuance diversificada na música instrumental, pelos climas e interessantes texturas criadas por seus integrantes. Sou* abre com Téo e a Gaivota dizendo ao que o álbum veio. Melodia com clima de mar, guitarra com timbre havaiano, pausas e ondas permeando, mistura de canção instrumental com letra curtinha, lírica e sussurrada com a voz pequena de Camelo. Pausa. Falso fim. Recomeço. E fim. É o compositor mostrando o que vem de diferente. Os longos arranjos instrumentais são fundamentais no "novo" Camelo. Tudo Passa começa com um baixo nervoso hurtmoldiano, tem percussão, e vai até sua metade falando de relações, ódio e amor e depois... vira uma semi-marcha com a letra dizendo "tudo passaaaaaa", com a voz reverberada, vibrafone e belo solo de flughorn. Passeando t
em um lirismo e um fatalismo que podem ser comparados com O pouco que sobrou (Ventura), voz e violão, este muito bem interpretado por Camelo, letra miúda que atesta "E lá vai Deus sem... sequer saber de nós. Saibamos pois, estamos sós".

Doce Solidão talvez seja a mais radiofônica do álbum, e é. Já que está como música de trabalho nas rádios FM de MPB, que são poucas. Assobio, melodia gostosa, levada bossa com uma percussão de jangadas ao mar, do jeito Caymmi que Marcelo gosta, é o mar de novo em uma roupagem pop e um pouco mais suingada. Uma delícia de se ouvir. Já ao seu final temos um belo piano pra fechar a bela canção. Janta é a parceria com Mallu Magalhães.

[Janela reflexiva sobre Mallu Magalhães - Muito se fala dessa menina, fenômeno musical percebido e catapultado pela internet, talvez o grande fenêmeno brasileiro lançado por este "novo" meio. Muito se falou sobre ela, eu falarei um pouco menos. O que percebo: ela é uma menina de 16 anos (começou com 15); inteligente; rica (sim, ela é rica, e... foda-se isso); sabe usar a
mídia; escutou coisas legais; soube reunir as influências e criou algo inusitado. Melodias simples, harmonias interessantes, canta desafinada mas encaixa bem a voz em suas composições, letras espertas e em inglês. Demonstra suas influências claramente, que são: Bob Dylan, o cancioneiro americano baseado no folk-rock-pop e músicas contemporâneas que bebem também das influências citadas logo atrás. Não conseguiu me emocionar. Talvez seja minha implicância com os artistas brasileiros que compõem em inglês. Espero coisas boas dela em um futuro próximo, mas hoje, ainda não consegui curtir, assim como não curto CSS e outras cositas más, paciência...].

Voltando... Janta é a parceria com Mallu Magalhães. Dois violões, um de aço, tocado por Mallu, e um de nylon, tocado por Camelo. Marcelo canta em português. Magalhães canta em inglês. Eles invertem os versos e cantam juntos no final. E só. Acredito que chegamos agora ao ponto alto do álbum, Mais Tarde é deliciosa melodia com introdução com rifs de guitarra e teclados, com começo da letra mais lento e bum... vai crescendo, crescendo. A bateria com uma levada de apelo pegajoso e a letra mais do que deliciosa. Lembra os bons tempos de Hermanos. A união melodia e arranjo é soberba, ótima. A libertação do compositor vai se mostrando com o afoxé Menina Bordada, com bom refrão e os inseparavéis coros que Camelo tanto gosta. Percussão e cozinha bem azeitadas, teclados fazendo um acompanhamento leve
e bonito. Liberdade vem em parceria com Dominguinhos, violão e sanfona, lindo o casado arranjo entre os instrumentos, letra sonhodora, só, com uma fé e melancolia que buscam e tentam a liberdade. Essa canção fez parte da trilha sonora do bom filme brasileiro O Passageiro - Segredos de Adulto, visto por bem poucos, eu vi, e gostei.


Saudade carrega mais uma vez o violão solo e bem tocado de Marcelo. Triste. Sussurrada. Quase inaudível. Introdução longa, letra que retrata a já tão comentada solidão. E esta é trazida e traduzida talvez pela mais bela e exclusiva palavra de nossa língua: saudade. Santa Chuva talvez seja a canção mais conhecida do novo álbum, pois já foi muito cantada e tocada na voz de Maria Rita. Camelo canta em um tom mais baixo que a cantora paulista, e isso é quase que óbvio, mas proporciona um lindo arranjo de cordas que passeia por quase toda a canção e dialoga com seu violão. Particularmente acredito que a versão da paulistana ainda é superior, questão de gosto. Copacabana é uma marchinha sensacional que pode até nos remeter à fusão rock-marchinhas do primeiro disco, mas essa é marchinha mesmo, na melhor acepção do termo e de seu diminutivo. Ganharia fácil o concurso de marchinhas da Fundição Progresso. Letra que fala do famoso bairro carioca. O coro está aqui de novo, arranjo de metais que só aparecem com força e altura nesta faixa. Dizem que Camelo se parece com Chico, o Buarque. Não acho. Mas se essa comparação tem procedência talvez possa se dar nesta faixa. Então... ponto para Camelo. Esta canção é o segundo grande momento do álbum. Temos agora a latina Vida Doce, cantada quase em falsete, levada caribenha com quebra na parte final da música, gostosa e piano a la João Donato, guitarra com o mesmo timbre de mar, com levadas apimentadas, teclados e percussão bem marcados em uma salsa com a negritude brasileira.

Por fim temos encerrando Sou as canções Saudade e Passeando, nas versões instrumentais ao piano de Clara Sverner, influência declarada por Camelo. A obra de Chiquinha Gonzaga e Guiomar Novais esteve muito presente nos ouvidos do compositor pelos dedos da já citada pianista.

Marcelo Camelo estréia bem em seu primeiro álbum solo. Li que o álbum foi gravado faixa a faixa, com os instrumentos tocados ao mesmo tempo e em takes únicos. Às vezes é difícil ouvir a voz de Marcelo. Isso pode se dar por várias razões, algumas delas: a voz de Camelo é muito pequena e imagino como ele irá fazer com sua extensão em shows ao vivo (isso já era um problema com o Los Hermanos), algumas faixas parecem estar mal mixadas, em Janta a voz de Marcelo e Mallu parecem estar "estouradas", perdemos o entendimento de algumas palavras. Os sussurros de Marcelo também nos impedem de compreender algumas letras. Talvez isso esteja na proposta dele, mas também pode afastar muitos dos novos ouvintes.

Sou muito provavelmente agradará os fãs da antiga (?) banda de Camelo. Mas quem gostava da versão mais rock dos Hermanos talvez não se aproxime muito deste trabalho solo, assim como aconteceu com o álbum mais criticado da banda após sua consolidação no cenário musical nacional, o "4". Talvez estejam esperando o Little Joy, do Amarante. Sou aproxima Camelo da MPB (termo esse que entendemos como um estilo musical, e não mais como música-popular-brasileira) e não há mal nenhum nisso. Provavelmente trará novos ouvintes para o cantor/compositor. O que é muito bem vindo.

Melhor faixa: Mais Tarde.
Pior faixa: Janta.

* Não tive acesso à ficha técnica do álbum. Por isso não escrevi a autoria ao lado dos títulos das faixas como de costume. Acredito que todas as composições sejam de Marcelo Camelo, com poucas parcerias, como por exemplo em Janta. Quando tiver certeza dessas composições, modifico o post.

Observação: Esta resenha é dedicada a Felipe Provençano.

http://www.myspace.com/marcelocamelo


http://www.hurtmold.com/

"Mais Tarde" - Marcelo Camelo, Marina da Glória/TIM Festival, 25.OUT/ YOUTUBE

Besos.

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quixotando

Porra! A gente sempre pensa fazer o melhor. O melhor poema, o melhor texto, a melhor frase, a melhor piada, a melhor trepada, o melhor blog...

É, mas às vezes não tem jeito, temos que nos render. Juro que de vez em quando tento escrever sobre música, cinema, livros e outras cositas más, porém o PSQC é um blog que existe para poesia e pela literatura. E por essas andanças internéticas encontrei um blog sensacional sobre cinema, muito, mas muito bacana mesmo. Juro que morri de inveja e que irei tentar fazer do PSQC um blog cada vez mais legal. Este incrível blog sobre cinema se chama:

QUIXOTANDO

E seu link já está disponível aqui no PSQC. É só clicar em QUIXOTANDO logo acima ou lá na secção "Não saio de casa sem fuxicar em...".

Não percam!

Besos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

SOKIO in Rio


O músico e dj chileno Maurício Diaz, codinome Sokio, está no Rio de Janeiro e fará duas apresentações, no Plano B e no Cine Lapa, nesta quinta. Para quem quiser conhecer a música feita do outro lado dos Andes essa é uma ótima oportunidade. Então... não percam!

Vamos às palavras do músico: "Caros Amigos, pela primeira vez vou apresentar no Rio de Janeiro músicas do meu último disco "Columbia". Duas apresentações no mesmo dia (amanhã, Quinta 30 de Outubro) bem perto uma da outra.Um grande abraço!"

SOKIO

PLANO B - 20h - Gratis
SOKIO Live!
---------------------------------------------
Rua Francisco Muratori 2A - Lapa
Esquina com Rua Riachuelo

CINE LAPA - 22h - 15 Reais (na Lista Amiga)
Stereologica apresentando Sokio
---------------------------------------------
Avenida Mem de Sá, 23 - Lapa


Para quem quiser conhecer mais a música e o próprio Sokio, envio os links para a diversão:

www.sokio.org

http://www.myspace.com/sokio

Besos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

III Jornada Científica da Baixada Fluminense - JCBF

Eventos Científicos do CEFET de Química de Nilópolis/RJ, III Jornada Científica da Baixada Fluminense - JCBF

Início > Jornada Científica da Baixada Fluminense - JCBF > III Jornada Científica da Baixada Fluminense - JCBF > COMUNICAÇÃO ORAL - ESTUDO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO > Fernandes da Silva

TEM ESPAÇO NA VAN: UM ESTUDO DE CASO EM UMA COOPERATIVA DE VANS EM UMA CIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Vinícius Fernandes da Silva

Última alteração: 2008-10-16

Resumo

Introdução: A partir dos anos 1990 surge um "novo" tipo de modal nos transportes coletivos urbanos no Estado do Rio de Janeiro, e que passa a realizar, em grande quantidade, os deslocamentos de passageiros/trabalhadores residentes em cidades periféricas, subúrbios e favelas ao centro. Este "novo" modal demonstra, historicamente, não ser tão novo assim. O transporte realizado por kombis e veículos particulares sempre existiu no Estado do Rio de Janeiro desde o inicio do século XX, disputando espaço e mercado com os grupos empresariais dominantes em momentos específicos na história da cidade e do Estado. Porém a partir da metade dos anos 1990, após a estabilização da moeda, as transformações no mundo do trabalho através de um crescente processo de informalidade, a modernização das indústrias e a importação de novos tipos de veículos automotores, difunde-se no território urbano o transporte por vans. Existem nomenclaturas e classificações diversas para esse tipo específico de transporte urbano, ele pode ser classificado como "alternativo", "informal", "ilegal", "pirata", "complementar", entre outros. Esta dissertação é a tentativa de observar e indicar as formas e usos diferenciados destes termos de acordo com os interesses de quem classifica e/ou é classificado. Objetivo: O objeto de pesquisa deste trabalho é o transporte realizado pelas vans. A verificação do funcionamento de uma cooperativa que gerencia este tipo de transporte é a tentativa de demonstrar que a estrutura interna deste modal pode assumir aspectos mais complexos do que às limitações das classificações vigentes ou realizadas de maneira mais superficial e holística. Resultado: Esta dissertação é o início e uma tentativa de descrever o complexo processo de como se forma, se estrutura e atua o transporte por vans na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.


http://www.cefetquimica.edu.br/eventos/eventos/index.php/jornadacbf/3jcbf/paper/view/161


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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Se arrependimento não matasse...

Não me arrependo. Não mais. Falo do amor. Em um recente passado, estava sempre de peito fechado. Fechado para os ventos e as brisas, para os cheiros, odores, como um escudo, para defender uma tropa adormecida. Realmente era mais seguro. E de tanto defender-me fiz com que esquecesse de como é ofegante cruzar um olhar e sentir os cantinhos dos olhos umedecerem, ou do suor quente ao encostar a pele em outra, ou o simples desejo que o Universo fizesse uma pessoa nascer especialmente para me amar. E como ser seguro é chato. Falo do amor. Sim. Só me arrependo de todas as vezes que impedi meu peito de funcionar a pleno vapor. Que soprasse sua fúria vermelha de impulsos e desejos. Ah! Se isso fosse ontem... Porque hoje não me arrependo mais, não mais. Prefiro sofrer as mil angústias de um amor partido e perdido, do que sentir a falta de um amor que nunca veio. Falo do amor e não me arrependo em falar dele. Não me envergonho em mergulhar de cabeça, afogar minha alma, e oferecer o melhor de mim. E hoje tenho pena de quem abriu mão desse peito aberto, ou de qualquer um outro. Prefiro chorar todas as lágrimas, sofrer todas as vergonhas, perder todos os sentidos, do que ser um covarde do coração. Não me envergonho mais. Nunca mais. Amanhã estarei amando de novo. Até o próximo suspirar. Até!


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sábado, 18 de outubro de 2008

É HOJE !!! FELIZ ANIVERSÁRIO !!! 1 ANO DE VIDA DO "PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA"



Gente, é com muita alegria e felicidade no coração que comemoro com meus leitores, amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos o aniversário do PSQC.

De uma noite de insônia (dentre as milhares que já tive) surgiu a vontade e o desejo de publicizar todos os textos que já tinha escrito e que viria a escrever, e revelar minha paixão cada vez mais renovada pela poesia e pela literatura. E a proposta do blog, resumida em seu título, sempre foi a de variar as formas e conteúdos da palavra escrita. Chegamos até mesmo às palavras faladas, palavras estas concretizadas por nosso Podcast. Mas essa "vontade" de fazer o blog não veio do nada, da imaginação espontânea, sem a interferência e influência de pessoas importantes em minha vida. Lucinha e Eliza durante muito tempo ficaram em meus ouvidos falando "faz um blog, faz um blog...". Carla também me motivou bastante para criá-lo e, principalmente, mantê-lo. Enfim... as influências são muitas e os agradecimentos também.

Agradeço a todos os que visitaram o blog, que deixaram os comentários, os que visitaram e não deixaram comentários, os que só deram uma passadinha, os que só ouviram falar, os que sabem e nunca entraram, os que só ficaram curiosos, os que não dão a mínima, todos os que odeiam poesia e que entraram porque são meus amigos, todos...

E a lista que irei escrever agora não dará conta de todas as queridas pessoas que fazem, ou já fizeram, o meu dia-a-dia melhor e mais feliz, mas mesmo assim irei citar algumas delas.

Agradecimentos:

Meu pai, mãe e irmão, Álvaro Macedo Fernandes Silva, tios, tias, primos, primas, Carla Juliane, Família Lemos Oliveira, Lucinha Ramos, Ney, Eliza Rizo, Maurício Diaz, Wellington Bandeira, Poly, Priscila Bispo, André Bittencourt, Paulinha, André Andrade, Paula Rubea, Antonio Emílio Ruiz, Bianca Ruiz, Cristiano Ruiz, Elaine Rodrigues, João Lóssio dos Reis, Felipe Provençano,
Maria Carolina Marchi Silva, Antonio da Costa Fernandes, Nelça da Costa Fernandes, Lilia, Francisco Trajano, amigos do Cefet, amigos do budismo, amigos do forró, amigos que já se foram, alunos, amigos professores, amigos de graduação, mestrado e doutorado, amigos do SERH,
amigos.

Muito.
Muito.
Muito.
Obrigado.
Amo a todos.

Besos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

CALOR 2: E o ameno período, que quase todos os cariocas adoram, recomeça. Primavera-Verão 2008/2009! Essa adoração é quase sempre percebida em quase TODOS os que moram de frente ao mar, ou perto dele. Enfim... "tudo é verão. O amor se faz. Num barquinho pelo mar. Que desliza sem parar..."*.

Eu? Deixa eu secar o suor do rosto aqui... aff!

* O Barquinho (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli).


Besos.

sábado, 11 de outubro de 2008

Ode a Antonio e Gullar

No dia 22 de Abril de 1995, Antonio da Costa Fernandes, meu avô, morreu.
E entre lágrimas e lamentos fui ao espelho do banheiro, e pela primeira vez fiz
a barba. Sangrei. Foi definitivamente naquele exato momento que, mesmo
sem saber, fiz-me homem.

(para Tuninho).


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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O excelente, na minha opinião, cantor e compositor Moska comanda um programa intitulado Cantos do Rio, na TV BRASIL, às sexta-feiras, 20h. O papo com Paulinho e seus convidados rende, e além das enriquecedoras conversas temos ótima música para acompanhar.

Não percam!

http://www.tvbrasil.org.br/programacao/

Besos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008











Tudo aqui já dito e escrito é a mais pura verdade, inclusive as mentiras.










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segunda-feira, 6 de outubro de 2008


Este evento ocorrerá em São Caetano do Sul (SP),
liderado em parceria por minha querida
e
competente amiga

Maria Carolina
Marchi Silva


Observação: Um texto meu será lido neste sarau,
será o "tempo tempo tempo tempo",
postado logo aqui em baixo.

Esta homenagem me deixa muito emocionado.
Espero que o texto emocione vocês também.

Besos.

Domingo (05/10/2008) - Plínio Oliveira

Ontem após votar e almoçar em família um salmão ao molho branco, fui assistir junto com minha mãe, tia, uma amiga de minha mãe e namorada, o "show" do cantor gaúcho, radicado em Curitiba, Plínio Oliveira. Apresentação ocorrida em um centro cultural espírita em Mesquita (RJ), cidade onde resido.

Conheço Plínio da televisão, do programa Tons do Brasil, que era transmitido pela CNT Gazeta. O cantor e compositor dirigia e apresentava este programa musical recebendo convidados com obras conhecidas na música popular brasileira. Lembro que gostava da maneira como ele tocava seu piano e cantava afinadamente suas canções.

Pois bem... depois de tanto tempo e esquecimento de seu nome, tive a oportunidade de vê-lo ao vivo. E para minha surpresa o show que esperava que aconteceria acabou não se confirmando. Na verdade seu show foi uma palestra-musical, com a leitura de textos, poemas, estórias e o relato de sua própria história de vida.

Plínio é espírita (de linha kardecista) e isso é determinante para suas composições, forma e temática artística. Eu não sou espírita, e nem por isso abro mão de conhecer e reconhecer formas diversas de se tentar manifestar uma vida melhor.

A apresentação foi emocionante. Desde os primeiros acordes percebi que teria um baita trabalho para segurar as lágrimas durante a apresentação (e fracassei... elas rolaram*). O cantor e compositor é seguro, excelente pianista e possui uma técnica de oratória e controle de platéia impecáveis. Plínio é afinado e possui uma voz que projeta notas agudas, tem uma extensão tenor e detém um timbre aproximado ao do não menos bom cantor Zé Renato, de quem também gosto muito.

Sua temática primordial é o amor. Suas letras falam de amor e espiritualidade. A mensagem é com base em uma (re)conciliação da vida espiritual com a vida cotidiana.

Esta apresentação poderia ser encarada por muitos como uma palestra de auto-ajuda?
Sim.
Ou que seu repertório seria recheado de canções piegas e melosas?
Talvez sim.
Mas... e daí?

O que realmente posso dizer é que suas canções e oratória me emocionaram profundamente e geraram uma catarse de sentimentos que me deixou anestesiado. E isso é o mais importante para um artista, emocionar seu público, fazendo-o através da estética e conteúdos que escolheu para desenvolver seu trabalho e, assim sendo, ontem à tarde Plínio Oliveira conseguiu o objetivo que todo artista almeja: emocionou a mim e à minha família, parte de seu público naquele momento, e tenho certeza que emocionou a todos que estavam ali presentes.

E para quem quiser conhecê-lo, aí vai o link:

http://www.pliniooliveira.com.br


*Minhas lágrimas foram muito sinceras! Talvez seja melhor retirar o post aí de baixo...

Besos.

Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades

Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades
Agora também estamos no incrível espaço de cultura colaborativa que é a Obvious. Lá faremos nossas digressões sobre literatura, cinema e a vida nas cidades. Ficaram curiosos? É só clicar na imagem e vocês irão direto para lá!

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Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!

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Para efetuar a compra do livro no site da Multifoco, é só clicar na imagem! Ou para comprar comigo, com uma linda dedicatória, é só me escrever um email, que está aqui no blog. Besos.

O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS

Contato

O email do blog: vinicius.fsilva@gmail.com

O PASSADO TAMBÉM MERECE SER (RE)LIDO

AMIGOS DO PSQC

As mais lidas!