sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Embrulhinho
Embrulhinho
Palavra presente. Presente está neste pedaço o teu espaço, palavra. Trechinho curto e singelo, mas que se entrega ao seu compasso. Palavrinha amiga que me surgiu do nada, enquanto viajava pelos rumos da estrada. Toma forma para dizer que dela a espera é farta e que sua fôrma quadradinha só revela meu enfado. Quadrado, de fato, é meu ato. Embrulhinho meu amigo, se faça chegar aos olhos de quem merecer esse meu trato. De fato, esse poeminha só serve para mostrar meu auto-retrato, pequenino tratado.
domingo, 5 de dezembro de 2010
No meu enterro
(para Lennon).
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Carta a um professor
O que aconteceu hoje, provavelmente não acontecerá amanhã, e se por um acaso acontecer novamente, não se desespere, lembre-se que nada é melhor do que um dia após o outro.
Certas situações, até mesmo desagradáveis, certamente contribuem para o nosso desenvolvimento pessoal e até profissional. E ainda bem que existe o erro, para que posteriormente o acerto seja mais valorizado.
Lembre-se: “A coragem da vida é sorrir, quando se tem vontade de chorar”.
Para refletir: “ O fracassado nunca tenta; O covarde sempre desiste; E o vencedor sempre conquista...”
Independente dos problemas pessoais e profissionais, queremos que saibas que estamos aqui, dispostas a contribuir para seu crescimento e mudanças, se você quiser que elas ocorram.
Vinícius, sabemos que as palavras tem poder de construir e um poder maior de destruir o que foi construído, mas não deixe que elas mudem seu jeito natural. É claro que somos seres humanos e passíveis de erros, mas não devemos dar tanta importância a coisas supérfluas e sim enfatizar o que aconteceu de bom.
Sorria!
Você é um ser independente, e pode quase tudo, basta apenas querer.
Gostamos de você e do seu trabalho.
Não se torne tão radical. As pessoas são o que são, e jamais irão agradar a todos.
Beijos!
(Carta escrita à mim, em um momento difícil depois de um dia muito triste, por três de minhas alunas do terceiro período do curso de Serviço Social – Dia 29 de Outubro de 2010).
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Chão de asas
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
honraria
honraria
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Desmedido
Este amor
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O Elevador
O quadrado metálico media quatro metros de largura por seis de comprimento. Era uma das máquinas mais luxuosas do mercado. Fundido em seu exterior com titânio e uma liga de ouro que se mesclavam realizando alguns desenhos florais e contendo a sigla da empresa que o produzia em edições limitadas. Seu interior indicava uma decoração art déco em tons de bege e marrom claro, além de pequenos detalhes em rubro, para melhor receber os indivíduos que transitavam pelos corredores refinados da magnânima construção.
O jovem negro apertou o botão, feito de marfim sintético, esperou poucos segundos e logo adentrou ao elevador, seu andar era o trigésimo nono, o último da suntuosa torre. Era jovem, bem jovem, no máximo quinze anos... Talvez dezesseis. Uma mulher adentrou ao recinto mecanizado por roldanas, cabos e um pequeno computador interno, se encontrava no vigésimo quarto andar. Entrou, viu o provável adolescente e permaneceu em silêncio, esperando que o mostrador indicasse logo o T.
O aparelho descia tranquilamente, sem realizar nenhum ruído, e os dois seres humanos em seu interior encontravam-se afastados diametralmente, um em cada canto do retângulo, mantendo a maior diagonal possível. No décimo terceiro andar entraram mais dois homens. No horário de almoço o movimento era menos intenso no agitado complexo empresarial.
O primeiro dos homens a entrar era um rapaz alto, trajando um bem cortado terno azul marinho risca de giz. Cabelos curtos e negros. Íris verdes. Corpo aparentemente atlético. Ao entrar a primeira coisa que fez foi lançar os olhos sobre a mulher que ali estava. Um olhar rápido, discreto, como um soldado que está verificando o campo de batalha pela primeira vez. O segundo era um homem enorme. Media um metro e oitenta e cinco de altura e pesava uns cento e cinqüenta quilos, para ser mais exato, cento e cinqüenta e três quilos. Estava suando pra cacete! Parecia nervoso por algum motivo desconhecido, seu colarinho estava completamente encharcado, e suas axilas mostravam as indefectíveis marcas redondas que manchavam seu blusão rosa, de botão.
A mulher o observou e pensou [nojento!]. Vestia um tailleur cor de chumbo e sapatos scarpin de cor cinza escuro e pontas finas. Saia até os joelhos em um tom dégradé um tantinho mais claro que a peça de cima. Parte superior que delimitava um leve decote que pouco revelava o belo contorno de seus bustos recém re-siliconados. Olhos azuis. Seus cabelos eram tamanho médio, um pouco acima dos ombros, castanhos claros, alisados por escova progressiva, feita dois dias antes. Pele alva. Reparou o olhar veloz do homem de terno bem cortado.
O jovem negro era baixo, tinha cabelos crespos curtos. Olhos negros. Usava um boné vermelho do time de basquete Chicago Bulls. Também usava uma enorme e larga camisa branca, negra e amarela do time de hóquei norte-americano Boston Bruins, além de um grosso colar dourado. O homem gordo lançou um rápido olhar para o reluzente colar. Não dá para saber o que pensava naquele momento.
Estavam os quatro dentro daquele luxuoso aparelho que descia silenciosamente. O gordo e o rapaz de terno estavam próximos um do outro, logo ao lado dos botões com os números dos andares, na entrada. A mulher permanecia em um canto e o menino no canto oposto. Todos em silêncio, apesar de alguns fortuitos olhares.
De repente, ao cruzar o oitavo andar e chegar exatamente à posição equivalente ao sétimo andar e meio, o elevador dá um solavanco, pára e todas as luzes se apagam. [Saco!] pensa o homem de terno. [Logo agora...] pensa o gordo.
Silêncio. Silêncio. Silêncio.
- AI MEU PAI! PeloAmorDeDeusPutaQuePariuEuQueroSairDaquiTenhoUm
MedoFilhoDaPutaDeFicarPresaNumLugarEscuroEComGenteEstranhaPorra! – disse em voz estridente a mulher de tailleur cor de chumbo.
Logo após a esse pequeno desabafo a luz voltava ao recinto, porém a máquina continuava parada e aqueles olhos aflitos se entreolhavam. A mulher, envergonhada, pede desculpas: – Desculpa, gente! O homem gordo suava ainda mais e agora se encontrava completamente molhado. O homem de terno fitava o gordo com olhos complacentes e com alguma pena [gordo filho da puta, deve ser por sua causa que essa porra enguiçou].
O menino, pela primeira vez, dirige o olhar e a palavra à mulher, dizendo: - Dona! Fica tranqüila que logo logo eles consertam isso aqui, num demor... Ela o retruca: - Ô moleque, o que você entende de manutenção de elevadores de luxo? E ele: - Entendo um pouco [Patricinha de escritório escrota! Tá pensando que é alguma coisa?]. Ela diz: - É... Gente como você entende desse tipo de coisas mesmo...
O rapaz de terno tenta acalmar o ambiente falando para que todos fiquem tranqüilos e que esse tipo de problema é inteiramente normal. Era somente apertar o botão de emergência que em poucos minutos todos sairiam daquela situação sãos e salvos. A mulher gosta da fala do charmoso homem. A troca de olhares se intensifica. [Gostoso] ela pensa. [Gostei da roupa, deve ser executiva] pensa ele. [Gordo] pensa o garoto. [Pretinho cafona! Essa porra deve ser boy...] pensa o gordo.
O calor aumentava, pois se no recinto ainda havia luz, o ar condicionado estava desligado. O nervosismo e a temperatura subiam cada vez mais.
- Ô moleque, será que você não consegue sair pelo teto e chegar no próximo andar? – fala o belo homem de terno.
- E quem é tu pra me chamar de moleque? Você sabe com que... – tenta responder o rapaz.
- Cala a boca aí ô pivete! – grita o gordo, interrompendo-o.
- É isso aí, cala a boca mesmo – confirma a mulher.
- E tu? Maior chorona covarde! – caçoa o jovem.
O gordo nesse momento não se agüenta e gargalha. No mesmo instante a mulher enfurecida solta: - Não ri não, não ri não, seu gordo seboso e nojento. Deve ter sido por sua causa que esse elevador parou! Se você não fosse tão obeso essa porcaria não ficaria aqui parada e ainda por cima fedendo a suor.
O gordo engole a seco. E o silêncio retorna ao recinto... Um soluçar. Um pequeno barulho. Um barulhinho. Um choro. O homem gordo começa a chorar. Começa a chorar copiosamente. Chora como uma criança que perdeu o sorvete de creme que acabou de ir ao chão. Ele adorava sorvete de creme quando era criança.
Mais uma vez o rapaz de terno tenta acalmar as coisas dizend...
- Cala a boca seu playboyzinho de merda – grita o homem que ainda chorava – Quem é você para tentar me consolar? Você tá dando uma de bonzinho só porque quer comer essa gostosa metida à besta!
O belo rapaz abre a boca, mas nada sai de seus lábios.
Não havia mais a possibilidade de se mensurar o tempo naquele local. Uma eternidade de segundos fazia parte de suas vidas naquele luxuoso, fedorento e estacionado elevador. Porém mais que de repente a luz volta a cair, todos gritam, a luz volta e aparentemente o ar condicionado retorna o seu zunido. A máquina começa a se mexer lentamente, descendo, voltando ao movimento para a chegada definitiva ao sétimo andar. É quando ocorre um forte estrondo, a luz se apaga, a velocidade aumenta, um puxão brusco e intenso joga todos ao chão. O elevador cai violentamente.
Em uma das inúmeras manchetes do dia seguinte lê-se:
“ACIDENTE EM ELEVADOR DE LUXO MATA QUATRO PESSOAS
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Sobre enterrar avós, por Paula Rúbea
Apesar de se tratar de um momento triste e irremediável, não há como não se emocionar com a beleza e a sutileza desse texto.
Fui ao enterro de três avós
Nenhuma era minha avó.
A primeira me disseram que era minha avó,
Me garantiram mesmo,
mas não era não e eu nada senti.
A segunda era minha avó,
Mas me contaram muito tarde,
E também nada senti.
A terceira disse que era minha avó
Mas supresa,
ela era minha mãe!
Como dói perder a mãe.
Cheiros claros para sua vovó.
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domingo, 4 de julho de 2010
E-SESSION (Carla e Vinícius) - Vejam e Comentem!

As fotos já estão no blog de Marina, e o que é melhor... Se estas fotos receberem muitos comentários, poderemos ganhar mais de 100 fotos deste lindo ensaio.
Portanto peço uma ajudinha dos amigos a esses noivinhos apaixonados e felizes.
Comentem em:
http://marinalomar.com/?p=1745
Desde já agradeço os olhos e o carinho de vocês.
sábado, 3 de julho de 2010
03:47 a.m
Porém o problema é muito mais grave do que um resumido atestado de bons modos com o corpo. A noite é minha companheira desde criança. Desde os programas televisivos que acompanhei, até os livros e textos que passei a escrever com a amiga madrugada. Vivo minha solidão acompanhada de letras, filmes e a lua, cheia ou não.
Mas minha companheira de anos também se tornou uma malévola parceria. Explico: Noites viradas, refeições trocadas, trabalhos mal feitos, lembranças apagadas... E qual solução para meu prazer e tormento?
“Chá de camomila”. “Passa três dias acordados que o sono vem”. “Conta carneirinhos”. Nada. E finalmente veio a solução final.
São eles. Sim. Os famosos remédios para dormir. Mas não, não os quero! Não quero perder o controle, os sentidos. Ser um zumbi narcotizado. Prefiro ser refém da insônia.
Enfim...
Consegui! E exatamente neste momento encontrei a saída. Agora, sim, agora, neste instante, às 03:47 da manhã assumo que meu destino é não dormir e terminarei minha vida assim, exatamente assim, e são nessas as palavras que coloco meu ponto final. Porque a noite, essa danadinha, não tem, não tem mesmo... fim. Não para mim.
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Haha pra ti, Copacabana!
O ônibus corre:
E a profecia não se realizou! As águas não te inundaram e os monstros marinhos não comeram a cabeça de ninguém, nem a minha. Nem as donzelas nem os rapazes pararam de perfilar seus corpos quase nus diante do vai-e-vem das curvas de suas pedras. Pedrinhas lusitanas. Os edifícios continuam a arranhar os céus em tons de cinza cada dia mais cinzentos, continuados e eternos.
O coletivo sacoleja em um buraco:
Haha pra ti, Copacabana! Tua coroa de princesa continua intacta e os velhinhos andam sobre tuas baratas e baratos, nas ribeiras de teu nome. E ainda hoje tu resistes Copacabana! Com tuas ruas cheias de vida e de morte, luzes e ribaltas, músicas e sussurros. Teu profeta que tanto te odiou e amou em palavras, amou e odiou em vida, talvez tivesse razão. Teus pecados deixariam Sodoma e Gomorra de cabelos em pé, sem que a Medusa sentisse o menor remorso em emprestar seus cachos de cobra e petrificar-te em rochas infindas.
E o sonho prossegue:
Haha pra ti, Copacabana! Como querer a ti se tu só me trazes cansaço e alegria, desgraças e vida...
De repente a voz do cobrador chama o poeta sonhador:
- Senhor! Acorda, acorda, já chegamos ao ponto final.
O homem desce do aparelho andante, passa pela placa que diz “Posse-Nova Iguaçu”, cruza o lixão vizinho à sua residência, enfia a chave na porta e fala baixinho:
- Haha pra ti, Copacabana!
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Do maior amor do mundo
(para Carlos Diegues)
Não tenho mais medo da água fria.
Deixo-a escorrer sobre minha cabeça.
Choro as lágrimas de todo o mundo.
Do amor de colo morno de mãe.
Da dor do leito de morte.
Do riso do enlaçar dos dedos.
Do gozo ao encostar em teu peito.
Choro as lágrimas geladas
De quem sabe que o fim pode estar próximo,
Mas que o coração deve estar
Sempre quente.
Choro tudo o que tenho que chorar.
Pois prender as lágrimas somente nos impede de amar.
De sentir.
E de se dar.
Amo amar a todos.
Sim, amo a todos.
E por isso choro com vontade,
O maior amor do mundo
E me permito,
Agora,
E por fim.
Poder regressar.
Au revoir.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
vendinha
vendinha
Sua poesia garantida, ou suas palavras de volta.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
notas
Música tocada é livro.
Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades
(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC
Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!
O autor
Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.
O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS
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"Meu nome não é Johnny" (2008). Direção: Mauro Lima. Com: Selton Mello, Cléo Pires. Tem uma cena em "Meu nome não é Johnny...
