(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC
(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC. Saiba como adquirir o mais novo livro de Vinícius Silva clicando nesta imagem

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

OBSERVAÇÃO 2:

Acredito que o choro e as lágrimas sejam o reflexo de uma emoção, boa ou ruim, incontrolável ou efetivamente profunda. Agora por favor alguém me responda: POR QUÊ A JADE BARBOSA NÃO PARA DE CHORAR?!?!?!


SE NÃO AGUENTA A PRESSÃO DE SER UMA ATLETA PROFISSIONAL ENTÃO NÃO SEJA!!!

Iniciarei uma campanha: "Alguém faça a Jade Barbosa parar de chorar, cacete!".

Pior do que perder uma medalha ou não ganhar um título é ver alguém sem nenhum preparo emocional para representar qualquer país que seja. A cara de choro dela é a coisa mais chata das Olimpíadas, ô garota chata da porra! E não me venham com o papinho "vai lá e faz melhor". Não escolhi ser ginasta nem atleta, sou professor, sociólogo e tenho um monte de problemas, pressões e alunos chatos para aturar, e não fico com cara de bunda o dia inteiro (só às vezes). A garota chorou até quando chegou em Pequim! Assim não dá.

Desabafei... tô bem agora.


Besos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Retalhos


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Clique na imagem para ver e ler em tamanho maior.



Satolep Sambatown - Vitor Ramil & Marcos Suzano

Universal (2007)



Alguns sobrenomes parecem perseguir quem os carregam. Que o digam os filhos de atletas e artistas famosos. O mais interessante é que no exemplo que irei utilizar nesta resenha, não há uma associação pelo sobrenome, e sim pelo "nome". Explicarei. Vitor Ramil é irmão mais novo da dupla Kleiton & Kledir (reparem que o nome do duo é sem o sobrenome). Irmãos que fizeram sucesso integrando o grupo Almondêgas, na década de 70, e já como dupla nos anos 1980. E estamos aqui repetindo a mesma coisa, usando as mesmas referências, associando sobrenomes com arte, mas isso tem seu motivo. A família Ramil, que é de Pelotas, tem um histórico artístico interessante na produção contemporânea do Rio Grande do Sul.

Vitor sempre procurou dissociar suas percepções e influências musicais do pop feito por seus irmãos mais velhos. Muito de sua obra é pautada por uma melancolia e uma tristeza, peculiares, e com um lirismo argumentativo sobre questões da existência, do cotidiano e das relações amorosas. Percebe-se também a busca, a princípio, por uma identidade e construção de uma estética especificamente sulista, o que se configurou no livro A Estética do Frio (sim, ele tem um livro). Há o apontamento para uma produção musical característica da região, que quase sempre foi subestimada pelo
mainstream da nossa música popular, ficando restrita ao Rio Grande do Sul, com avanços até o Paraná (circunscrito à região Sul) e um pouco em São Paulo.

E as influências se fazem presentes: as milongas da fronteira entre os países portenhos (principalmente com o Uruguai), a música tradicional gaúcha e seus acordeons e estórias, a verve urbana muito característica na música feita no Rio Grande, especificamente em Porto Alegre e adjacências. Todas essas influências melódicas se coadunam com um típico cancioneiro brasileiro, com letras que o aproximam com formas de criação de outros compositores contemporâneos a ele, como Paulinho Moska e Lenine.

E é justamente na citação ao compositor carioca (Moska) que se une o outro elemento de Satolep Sambatown: Marcos Suzano. Este percussionista carioca que iniciou sua carreira tocando samba e choro com o grande instrumentista Paulo Moura, se notabilizou por seu pandeiro que mais parece uma bateria. Uniu-se a Vitor para juntar a força das canções do compositor gaúcho com os "climas" criados pelo seu set inovador e diferenciado.

Através do álbum Móbile (1999), de Moska, Suzano tenta ultrapassar o tradicional arsenal de instrumentos da percussão feita até aquele momento. Passa a gravar batidas de seu grave pandeiro, de pratos e instrumentos para produzir um aumento das batidas por minuto, realizando assim um mix entre a música tocada e o "clima" da música eletrônica. Esse experimentalismo o fez lançar o álbum Flash (2000), que é muito mais um disco de ambiência sonora do que uma proposta focada em canções instrumentais com uma linguagem iconoclasta por faixa.

Satolep Sambatown é a união dessas duas vertentes e formas de sentir e realizar a música popular. O nome Satolep (significa Pelotas ao contrário) ó nome de uma faixa do álbum A Paixão De V Segundo Ele Próprio (1984). Já Sambatown é o título do primeiro álbum solo de Marcos Suzano, lançado em (1996, se não me engano).

E apesar dessas diferenças geográficas e musicais, Satolep Sambatown consegue uma unidade interessante. A aproximação das canções de Vitor a uma leitura mais pop, iniciada em Tambong (2000), seguiu seu percusso e culminou em um excelente repertório, recheado de lindas melodias e letras encharcadas de uma poesia lírica e cínica. O som de Suzano traz um frescor e uma jovialidade que parecem não fazer muito parte dos arranjos anteriores de Vitor (com exceções obviamente), além de algo que o gaúcho não parece ter muito: ginga.

Ah... parece que houve uma certa surpresa com o prêmio de melhor cantor no Prêmio Multishow que Vitor conseguiu pelo voto popular. Um jornal carioca (não lembro qual) soltou uma notinha meio maldosa falando com certo espanto do feito, mas não há espanto, Vitor é excelente cantor. Tive o prazer de vê-lo com Suzano aqui no Rio. Junto com o Moska, é um dos melhores intérpretes dos poucos homens cantores que temos em nossa MPB. E o prêmio pelo voto popular mostra que nosso "gosto" não fica só no óbvio, tem uma tal de internet propiciando novas possibilidades, fazendo as pessoas saírem do "mais do mesmo".

Livro aberto (Vitor Ramil) abre lindamente o disco, com sua letra falando da espera aflita por alguém e com uma cuíca de Suzano que persegue os ouvidos desde o início até o final da faixa. Invento (Vitor Ramil) parece trazer aos nossos olhos as imagens de Pelotas, com suas paixões e histórias do passado. Posteriormente temos, na minha humilde opinião, a faixa mais bela do álbum: Viajei (Vitor Ramil). A melodia deliciosa com um clima esvoaçante e um assobio fabuloso faz você realmente viajar. Me fez. Depois mais uma boa faixa com Que horas não são? (Vitor Ramil), com participação da cantora carioca Kátia B, canção esta com arranjo oriental/árabe totalmente pertinente e canto otimamente casado entre Vitor e Kátia. Depois temos a animadinha O copo e a tempestade (Vitor Ramil), somente com o pandeiro de Marcos Suzano.

A zero por hora (Vitor Ramil) conta com a participação do cantor e compositor hispano-uruguaio Jorge Drexler, e indica o interesse de Vitor pelas canções latinas (ausentes durantes muito anos em nossa produção musical e que parecem estar de volta, felizmente). A história de uma apaixonite e bebedeira em plena Rua Augusta (SP) é ótima, além da referência a Roberto Carlos e de ouvir pela primeira vez Drexler cantando (tentando) em português. 12 segundos de oscuridad (Vitor Ramil/Jorge Drexler) não avança muito em relação a parcerias já feitas pelo uruguaio com outros compositores brasileiros. A ilusão da casa (Vitor Ramil) é uma regravação desnecessária de uma faixa de Tambong, mas a canção é legal. Café da manhã-D’après Prévert (Vitor Ramil) é uma daquelas em que ironia e boa pegada no refrão faz uma canção ser muito bacana. Por fim temos um poema de Emily Dickinson musicado por Ramil, The word is dead (Vitor Ramil/Emily Dickinson), rapidinha mas gostosa (hum...), e para fechar temos Astronauta lírico (Vitor Ramil) com um lirismo (proposto no título) citadino como despedida, com pensamentos no céu.

Bom, como este blog é meuzinho e entre meus pitacos musicais e artísticos, em geral, tem muito das minhas referências e preferências, decidi criar na secção Acordes a(s) melhor(es) e a(s) pior(es) faixa(s). Isso não significa que o meu gosto define se aquela canção ou arranjo são ruins ou maravilhosos, mas aponta somente as faixas que se encaixam mais aos meus parâmetros sensoriais e afetivos. Então vamos ao começo (ou ao final?).

Melhor faixa: Viajei.
Pior faixa: 12 segundos de oscuridad.


Observação: Carla, minha senhora, diz que não gosta muito de Astronauta lírico e que gosta um pouco menos de 12 de oscuridad, e que o restante do álbum é bom pacas!


Quer saber um pouco mais do Vitor Ramil? Entra no site dele. O Marcos Suzano infelizmente ainda não tem homepage.


http://www.vitorramil.com.br/


Besos.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

quarta-feira, 30 de julho de 2008


Maré - Adriana Calcanhotto

Sony & BMG (2008)

Produtores: Arto Lindsay e Adriana Calcanhotto


Quando escutei pela primeira vez o nome do novo álbum de Adriana Calcanhotto, tomei um susto. "O quê, Maré? Mas ela não tinha um álbum lançado em 1998 com o nome Marítimo? Deve ter alguma coisa errada!". Quem conhece um pouco a carreira da gaúcha de Porto Alegre, radicada no Rio de Janeiro, sabe que repetição não é o mote de sua trajetória. Adriana sempre procurou inovar e trazer para sua música elementos que não ficam restritos ao universo musical, e talvez por isso a repetição de uma temática (e que depois foi publicamente divulgado como uma trilogia, pela própria artista) tenha sido algo "novo" em sua história musical.

Talvez Adriana seja a artista, na atualidade, que melhor se utilize de referências a outros artistas e a outras artes dentro da música popular brasileira. A obra de Hélio Oiticica, os quadros de Frida Khalo, os filmes de Almodóvar, as palavras de Fernando Pessoa, os poemas de Ferreira Gullar, o tropicalismo de Caetano, o concretismo dos irmãos Campos, a Jovem Guarda e alguns outros. Todos esses "elementos" estão presente não só como referências na obra da cantora e compositora, mas fazem parte de suas canções, são citados e descritos. A cantora gaúcha consegue reunir com elegância e com rara articulação a reconhecida arte da "elite" com uma linguagem popular. Quando reproduz essas referências, e citações, com suas próprias idéias e conceitos, Adriana consegue, com proeza, uma singularidade musical ímpar.

Após um bom tempo sem lançar um álbum de inéditas, o último tinha sido o bom "Cantada" (2002), e depois do sucesso popular com o projeto "Partimpim" (2004), Calcanhotto retorna com Maré, e mostrou que não perdeu a velha forma e fórmula de unir bom gosto e música popular (se é que é necessária uma separação entre os termos... a questão é que em determinados momentos não há saída, o bom gosto se afasta, e muito, da música popular), e quase sempre misturando-os com categoria.

Vamos ao disco:

O álbum abre com a canção-título Maré (Moreno Veloso/Adriana Calcanhotto), canção estilo bossa-nova onde o mar se dá como elemento fundamental, particular e composto. Interessante é perceber como Adriana canta de uma maneira que se aproxima com o jeito malemolente que o estilo consagrou. A compositora continua a parceria com o filho mais velho de Caetano e seu violoncelo, parceria iniciada em Cantada. Temos em Seu pensamento (Dé Palmeira/Adriana Calcanhotto) a primeira canção-parceria registrada em estúdio entre os dois, a canção é uma linda e esvoaçante balada, com letra chiclete. Depois temos Três (Marina Lima/Antonio Cícero) com uma pegada tango/pop já experimentada anteriormente por Adriana, esta canção entra para a lista das radiofônicas. O toque mais pop do disco segue com a canção engraçadinha Porto Alegre (Péricles Cavalcanti), de um dos compositores mais presentes em seus últimos trabalhos. Depois temos o ponto alto do álbum: Mulher sem razão (Dé Palmeira/Bebel Gilberto/Cazuza), música e letra incríveis e com enorme apelo e pegada pop, uma delícia, não é à toa que já está na trilha sonora de uma novela da Globo. Já ouvi a versão do Cazuza e a feita por Calcanhotto é imensamente superior, o que não tira o mérito da letra esperta do poeta/letrista carioca.

A "segunda" parte do disco revela as já comentadas referências de outras "artes", tão presentes na concepção musical da gaúcha. Teu nome mais secreto (Adriana Calcanhotto/Wally Salomão) é a última canção feita e gravada pelos dois e que foi registrada após a morte do poeta. Letra com cara de Wally e que fala do amor (e do sexo) com a eloquência e forma características de Salomão. Sem saída (Cid Campos/Augusto de Campos) é a canção-síntese da influência do concretismo e do neoconcretismo (mais especificamente com Gullar e Arnaldo Antunes) nas referências poéticas de Adriana, arranjo lindo e etéreo. Para lá (Adriana Calconhotto/Arnaldo Antunes) é a continuação da proposta do poema concreto, mas em cores modernas e sem perder a qualidade. As sempre interessantes palavras de Arnaldo dão o ar da graça, com o acréscimo de uma melodia graciosa de Calconhotto.

Um dia desses (Kassin/Torquato Neto) é uma inusitada parceria entre produtor e músico carioca e o poeta "maldito". Onde andarás (Caetano Veloso/Ferreira Gullar) é um lindo bolero cantado e interpretado com maestria por Adriana. Por fim temos mais uma homenagem a Dorival Cayammi, Sargaço mar (Dorival Caymmi), já que em Marítimo (1998) também havia uma canção do compositor bahiano (Quem vem pra beira do mar). Realmente não dá para pensar em mar e música popular brasileira sem pensar em Caymmi. Esta última canção (Sargaço mar) é interpretada de maneira singela e simples, em um take ao vivo, somente com o acompanhamento do violão de Gilberto Gil, uma lindura.

Bom, como este blog é meuzinho e entre meus pitacos musicais e artísticos, em geral, tem muito das minhas referências e preferências, decidi criar na secção Acordes a(s) melhor(es) e a(s) pior(es) faixa(s). Isso não significa que o meu gosto define se aquela canção ou arranjo são ruins ou maravilhosos, mas aponta somente as faixas que se encaixam mais aos meus parâmetros sensoriais e afetivos. Então vamos ao começo (ou ao final?).

Melhor faixa: Mulher sem razão.
Pior faixa: Um dia desses.


Ah, melhor ainda do que ler minhas impressões sobre as canções, é ouvir da própria Adriana o que ela pensa sobre as faixas. É só acessar o site dela e clicar nas faixas do Maré.

http://www.adrianacalcanhotto.com/mare/index.html


Besos.


Sucesso e/ou popularidade?


Demorei um tempo até decidir criar este blog e expor as palavras e idéias que cultivo a mais de 15 anos. Quando criei o PSQC os blogs e espaços virtuais para a divulgação de textos e outros tipos de arte já estavam estourados a muito tempo.

Pensando com calma posso observar que sempre fui um cara desconfiado, ou para ser mais exato... teimoso. Sempre demorei mais tempo para ouvir um som novo, ou experimentar uma roupa diferente. Essa desconfiança pode significar conservadorismo, não nego. Como forma máxima de sucesso literário pensei no velho processo: procurar editoras, mostrar meu material, ser ignorado por 95% delas, editar meu primeiro livro com tiragem mínima possível e daí trilhar um caminho de sucesso.

Hoje fica claro que os "meios" para encontrar esse "sucesso" são bem menos ortodoxos. Pessoas se fizeram escritores, "best sellers" e até mesmo roteiristas para o cinema e televisão através dos blogs. A grande pergunta é: Como conseguir ser um sucesso? Sucesso e popularidade se confundem? São a mesma coisa? Ser sucesso é ser entrevistado pelo Segundo Caderno do O GLOBO, ou isso é popularidade, ou os dois? Essas questões são reais, verdadeiras, pelo menos para mim. Tenho suspeitas respostas e algumas tendências. Mas acho que o sucesso passa também pelo campo da incógnita e do inesperado.

Faz algum tempo encontrei um "roteiro" para se ter um blog de sucesso. A princípio achei estranho existir "roteiros" para "ser" ou "ter" sucesso, mas parece que isso hoje em dia é visto como algo que pode ser, sim, conseguido por certos padrões ou caminhos pré-estabelecidos/planejados. As vendas dos livros de auto-ajuda estão aí para comprovar.

Finalmente, e o que fica claro para mim, é que estou sempre atrasado com relação a essas inovações, sempre plugado em estações antigas, em parâmetros vistos como ultrapassados. Estou sempre tentando esticar a corda para ver além. Não sei se estou certo ou errado, é só uma desconfiança biológica para tentar ter alguma certeza do caminho a seguir.

Então vamos ver algumas dicas de como se ter um blog de sucesso:

"Blog não é Bíblia

Não adianta achar que todo mundo vai ler aquele texto gigantesco e detalhado que você escreveu. A maioria das pessoas não tem paciência para grudar os olhos numa tela de computador e ficar lendo por muito minutos. Portanto, escreva pouco. Diga o suficiente. Faça um texto com muitos parágrafos e divida as suas idéias criando sub-títulos. Outra dica é colocar as palavras mais importantes do texto em negrito".


"Tenha um layout legal

Na hora de escolher o seu template, opte pelo mais bonito e agradável para os olhos dos leitores. Use a fonte num tamanho ideal para que todos leiam, evite cores que não dão contraste (ex: se a cor da sua letra for vermelha, nunca coloque um fundo amarelo ou laranja)".


"Ninguém quer saber o que você almoçou

Tente falar de assuntos que vão interessar a todo mundo. Evite falar sobre como você ama espinafre ou da camisola que você ganhou da sua avó. Mas, se for uma dessas histórias for engraçada, ignore essa dica e escreva mesmo assim, tá?".


"Use fotos no post

Conhece aquele ditado: “uma imagem vale mais que mil palavras”? Na internet, isso se encaixa perfeitamente. Uma boa foto no seu blog vale mais do que 3 bilhões de palavras (ok, exagerei). Mas é fato: se a imagem que você escolheu para ilustrar o seu post for interessante, a maioria das pessoas vai ler o que você tem para dizer, comentar e discutir".


"Use vídeos no post

Está sem idéia para postar? Vá para o Youtube. Um vídeo legal que você encontrou no site pode render um post sensacional. Não pense 2 vezes em colocar um videoclipe legal ou um vídeo engraçado. Internet não é só texto e foto. É também vídeo, música e muita animação".


"Use os sites de comunidades sociais

Muitos internautas ficam navegando pelo orkut, no twitter e em outros sites de relacionamento. Uma boa idéia é divulgar os seus posts nesses lugares. Exemplo: acabou de escrever algo muito legal sobre a Rihanna? Procure a comunidade dedicada à cantora no orkut e mostre o link para os participantes".


Essas dicas descritas acima não são minhas, na verdade são de Phelipe Cruz, editor chefe da revista Capricho e do blog de megasucesso Papel Pop.

Muito dessas dicas realmente me parecem interessantes, mas demonstram um tipo e uma maneira de vivenciar um conteúdo, um blog, uma revista, um filme, um livro, entre outros, que revela uma forma de olhar o mundo, uma estética de consumo muito atual. Na verdade é "atual" desde a década de 70.

A estética que procuro ou que meu blog possui parece ser um pouco distante destas dicas ou dessa proposta.

Não sei se farei sucesso ou serei popular. Acho que não sei não ser desconfiado. Talvez eu esteja fadado aos poucos e fiéis olhos que visitam o PSQC. Espero a felicidade na intensidade, e espero.

E para comprovar as dicas acima, aí vai o link com a matéria original de Phelipe Cruz.


http://capricho.abril.com.br/diversao/conteudo_diversao_273528.shtml


Besos.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

DORMIR

Bom sono, bons sonhos
Mau pedágio, maus presságios
A corda acabou de acordar
O corpo acabou de cair
O chão acabou de sangrar
Silenciando o barulho
O ouvido não pôde mais escutar
O lábio ficou mudo
O olho a cegar
Acordar de novo e voltar a navegar
Bom sono
Bons sonhos
Até nunca mais voltar.



Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Para Agenor (08/07/2004)

Todo dia 7 de Julho, comemoramos o aniversário de minha mãe.
No dia 7 de Julho de 1990, Cazuza morreu.
Ontem foi aniversário de minha mãe e eu cantarolava baixinho
“... Exagerado, jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado...”



Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Para Fé

Faz encher torta força esperança de fio luz
Enche de sinuosa balsa para desesperança
Rege a todos a imensa dor que a viste em uma cruz
Nasce tu de novo, de cara, e sorri a quem faz lambança
Age sobre todos com alma pura e diverte quem te conduz
Ninfa de cor e alma descobre madeira de arco e lança
Desenhe torta em caminho de tela morta íris que reluz
Amores para sempre conduza, com torpor me espanta, e me seduz.


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

sábado, 5 de julho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Bones

As ondas dos cabelos se confundiam com as do mar, pois este batia braviamente contra a proa. O barqueiro carregava o leme em mãos de aço, enquanto o passageiro, náufrago de sentidos, viajava incólume à tempestade. O destino desconhecido, o caminho tortuoso, a partida esquecida. O que lhe ocorria era só aquela lembrança nebulosa de sentimentos, de névoa em pessoas. Rostos, peles, cheiros, aromas, gostos. Mas nada claro, tudo turvo, sem sentido. A única percepção é de que as lembranças eram boas, uma sensação feliz de algo bem feito, terminado. As ondas batiam ardidamente às suas costas e o torpor não o fazia perceber nada. Tinha somente a certeza de não saber onde iria chegar. O condutor continuava em seu leme imbatível e o passageiro o ignorava, como todos os que carregam duas moedas sobre os olhos. O barqueiro sorria o sorriso invisível de mais um serviço bem feito, entre o ir e o vir. Pois o que nos traz,
também é o que nos leva.



Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Yellow Sky

O mais difícil é fazer com que, além das de nossas mães,
lágrimas rolem sobre nossas lápides.

Quero que de frente à minha tábua final, além de estar inscritos meu nome e minha pequena duração, se ponha ao seu pé, um cálice de lágrimas. Para poder conter e contar minha vida às rosas amarelas que irão me guardar.


(para Lilia)



Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.

ENCARNADO

No momento em que foste embora vi e vivi o quanto rubro minha vida ficaria, e vermelho de retidão encarnei a vergonha do perdão e quase disse – volta – mas não disse. Não sei qual cor terás a vergonha, ou a raiva, porque passo a achar que ambas têm a mesma cor, pois doem como entranha em pus, como víscera em dor.

No momento em que não olhastes para trás minha vida ficou púrpura e como cinzas minha alma apagou, passei a ver com exatidão e quase disse – olha – mas não disse. Não sei qual cor terás o arrependimento, ou o mal-dizer, porque passo a achar que ambos têm a mesma cor, pois doem como pedra a tilintar em meu crânio com ardor.

No momento em que não mais te vir minha vida ficará branca e límpida, minha existência ficará tranqüila, não haverá nada, e quase direi – morra – mas não direi. Não sei qual a cor terás a tranqüilidade, ou o esquecimento, porque passo a achar que ambos têm a mesma cor, pois reluzem a luz do sol em meus olhos com torpor.

No momento em que... Volta! Te suplico! Te chamo! Volta meu amor! Minha vida e luz! Volta e olha para trás! Volta e não vá mais! Volta minha flor! Não, não, não, não, sinto muito, mas não tenho mais nenhuma... cor.



Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tá na hora de voltarmos à poesia...

O desencantamento de um jovem brasileiro

Após as discussões iniciadas sobre a validade biológica, jurídica, ética e política das cotas raciais e a percepção (pelo menos a do PSQC) de que nossas principais mazelas estão concentradas na ineficiência de nossa educação básica (para todos os tons de pele), apresento aos senhores um documento redigido por mim acerca de nosso ensino público, e se o mesmo não trata da questão da educação dos primeiros segmentos, pode revelar de uma maneira bastante exemplar os problemas enfrentados (ou questões a serem repensadas) por quem estuda no "topo" do ensino público no país: a pós-graduação.

Este documento, com seu relato baseado em uma situação estritamente pessoal, pode esclarecer que certas problemáticas independem da cor da pele, e que os desafios não se restringem ao ensino básico, mas se estendem a todas as instâncias da educação no Brasil. Tentei ser professor de sociologia no ensino médio público pelo estado do Rio de Janeiro, porém não consegui ficar por muito tempo, portanto, meus apontamentos ficam restritos ao "Oásis Acadêmico" nacional, nossas maravilhosas e democráticas "pós-graduações".



O DESENCANTAMENTO DE UM JOVEM BRASILEIRO


Gostaria realmente saber quando este país que habito e da qual possuo a mesma nacionalidade, este país chamado Brasil, será realmente um país formador de verdadeiros cidadãos e se preocupará com a formação de seus professores e a educação de seus jovens.


Minha situação vivida é límpida para demonstrar as discrepâncias e curiosidades deste país sui generis.

Tenho 26 anos, sou nascido, criado e morador da cidade de Mesquita (o mais novo município do estado do Rio de Janeiro) na Baixada Fluminense. Venho de uma família considerada como antiga classe média baixa e desde o início da década de 90, até os dias de hoje, caracterizada como... pobre. Obviamente que os destinos dos jovens que nasceram e viveram no mesmo local que eu, e sob as mesmas circunstâncias, se desenvolveram em trajetórias de vida bem diferentes da minha, trajetória esta que irei contar agora.

Após meus pais terem conseguido pagar o meu ensino fundamental em medianas escolas particulares, consegui passar e concluir o antigo segundo grau técnico no Centro Federal de Ensino Tecnológico (CEFET/RJ). Ao final do ano de 1998 formei-me Técnico em Estradas pelo mesmo CEFET/RJ. Algumas muitas greves passei nesta instituição, greves estas que se repetiriam até os dias de hoje, pois continuei meus estudos em instituições federais de ensino.


No segundo semestre do ano 2000 adentrei ao curso de Ciências Sociais na UFRJ, tornando-me bacharel e licenciado ao final do ano de 2004, ano este em que também consegui adentrar ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da mesma UFRJ. Lembrando que durante todo meu curso de graduação eu trabalhava concomitantemente em uma firma prestadora de serviços da Polícia Federal, trabalho este que foi minha fonte de sustento até o final de 2004. Neste mesmo final de ano prestei e passei no concurso para o magistério em sociologia na rede estadual de educação do Rio de Janeiro.


Devido à minha colocação no processo de admissão no PPGSA, fui contemplado com uma bolsa do CNPq, bolsa esta no valor R$ 855,00 reais. A previsão de pagamento desta bolsa era para Março de 2005, porém a mesma só foi liberada em Junho do mesmo ano. Obviamente que eu teria que comer, transportar-me, vestir-me, enfim, sobreviver desde o começo do ano, já que não tinha nenhuma outra fonte de renda.


Comecei portanto minhas atividades como professor de sociologia da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, atividade esta que me transborda (transbordava) de orgulho e que me proporcionou a oportunidade de lecionar na mesma escola, em Mesquita, onde meu pai estudou em sua infância. Eu era professor da escola onde o homem que me fez surgir ao mundo se formou. Um belo ciclo se fechava. Possuía somente uma matrícula e minha renda pelo Estado não ultrapassava R$ 500,00 reais.


A partir de Junho, quando comecei a receber minha merecida (acredito eu) bolsa, passei a somar o valor de R$ 1.355,00 reais mensais para a minha sobrevivência. Porém sabia de uma regra do CNPq que impedia a concomitância entre a bolsa e uma outra fonte de renda. Ao final do mês de Agosto fui informado que tinha sido devidamente “denunciado” sobre as minhas atividades “ilegais” e que a qualquer momento poderia perder minha bolsa, ser processado e ter que devolver todo o absurdo montante que já tinha obtido “ilegalmente”.


Após todo um processo de angústias e reflexões cheguei a algumas conclusões que não sei, realmente, se são ou serão pertinentes:

· Todo o ensino superior no Brasil está destinado e é pensado como um grande diferenciador e proporcionador de “nobreza”. Uma titulação que separa a elite e o resto do país, apesar do avanço das instituições particulares de ensino superior nos últimos anos;


·
Cada vez mais os cursos de pós-graduação das instituições públicas tornam-se locais de bajulação e favorecimento, visando o “puxa-saquismo” para o pagamento de bolsas e verbas públicas ao “incentivo” à pesquisa. [Não negando que o desenvolvimento científico e tecnológico é fundamental para o crescimento de qualquer país, porém com investimento maciço, programado e planejado, principalmente];


·
O total descolamento e a separação proposital entre o teor do ensino tecnológico e humano de “alta” capacitação (pós-graduação) e o ensino ministrado nos níveis médios e fundamentais em todo o país. Lembrando que este ensino é fornecido, em ambos os casos, com dinheiro e verbas públicas;


· A visão de que um futuro professor universitário não deve ficar perdendo seu tempo, esforço e dinheiro tentando ser um professor do ensino médio público no Brasil.


Enfim podemos ver que um jovem, como eu, sociólogo, mestrando, está impedido de poder ser um professor do ensino médio público por não poder acumular ao final do mês R$ 1.300,00 reais para se manter dignamente. E que ser professor do ensino médio público é considerado um demérito se comparado às grandes cátedras que ainda parecem persistir no Brasil.

Eu digo que não. Não acredito nisso e não irei acreditar. Acredito que me tornaria um professor universitário muito melhor se pudesse dar prosseguimento ao meu contato com os jovens da Baixada Fluminense, com os jovens que efetivamente necessitam da ação do Estado e principalmente da educação, educação esta que só poderá ser proporcionada por material humano competente, bem-formado e disposto a encarar os muitos desafios que temos nas escolas brasileiras.

Para concluir minha quase odisséia venho dizer que fui “saído” da minha função de professor do estado, pois se não o fizesse poderia perder minha bolsa e não poderia sobreviver com R$ 500,00 reais, mesmo sabendo que milhões de brasileiros conseguem fazê-lo e entendendo que isto não pode ser considerado orgulho e, sim, como única forma de sobrevivência de nosso sofrido e trabalhador povo. Tornei-me novamente e somente um mestrando, um nobre com sua magnífica bolsa e que se tornará um belo pesquisador, um excelente professor universitário e que daqui a alguns anos irá dizer que ainda está estudando e que descobrirá as mazelas educacionais de nosso país.

Ah! Já me esquecia... uma bolsa de doutorado no Brasil está por volta de R$ 1.300,00 reais, com as mesmas condições que a bolsa de mestrado.

Será que ainda preciso disso?

Despeço-me.


Carta escrita em 2005, durante minha tentativa de ter a bolsa de mestrado e de ser professor do estado do Rio de Janeiro. Enviei esta carta para o Senador Cristovam Buarque, e a mesma foi respondida com prontidão pelo referido Senador. Exponho a carta e deixo seu conteúdo à disposição de vocês, leitores do PSQC, e que os comentário se encarreguem de mostrar quais as impressões e opiniões sobre o teor da carta.

Besos.


Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.


domingo, 1 de junho de 2008

Panorama dos SEM

Como prometido, mostro a vocês o texto que escrevi há aproximadamente 10 anos e que indica um pouco sobre o caminho intelectual que percorri. As palavras abaixo demonstram que minha opinião acerca das cotas raciais não mudou, e isso não é uma prova de orgulho, pois muitas outras opiniões minhas se transformaram através do tempo. Tinha 20 anos e ainda fazia pré-vestibular quando escrevi no papel virtual algumas idéias. Ler esse texto talvez revele algumas evoluções argumentativas ou de conteúdo promovidos por uma formação acadêmica interessante (é só comparar esse texto com o do post anterior), mas também demonstra uma essência intelectual que permaneceu, além de algo mais. O "algo mais" que permaneceu foi o desejo de mostrar às pessoas um pouco sobre o que não sei, e sobre o que procuro, com a ajuda do olhar de todos, aprender um tantinho mais.

Ah... disse no post anterior que tinha sabido sobre o PVNC por um cartaz, bom, vocês lerão agora que não foi muito bem assim...

Vamos às palavras:

PANORAMA DOS SEM
(Saúde, Educação, Moradia)


Ontem eu estava lendo um jornal, não lembro muito bem (Ah!!, era o ALTERNATIVO, jornal sobre cultura da Baixada), e deparei-me com a seguinte manchete: PRÉ-VESTIBULAR PARA NEGROS E CARENTES. Juro que no momento tomei um susto e por um minuto fiz “n” questões. Irei enumerá-las:


1. Seria o pré-vestibular proibido para brancos carentes;

2. Seria o dito cujo proibido para negros ricos ou só ricos;

3. Seria o famigerado curso proibido para mulatos e pobres;

4. Seria que na porta do curso teria uma plaquinha escrita:

"-Só entre se você for negro e carente, se você não satisfaz estas exigências nem entre”.


Sinto que, ao ler aquela manchete, estas questões muito imperativas foram se formando na minha pequena e ignorante cabeça.

Estava estudando em um curso pré-vestibular de Nova Iguaçu, quando li esta manchete e notei que outros alunos também a leram, tendo assim começado uma discussão sobre o assunto. Entre vários debates chegamos à conclusão de que o texto era PRECONCEITUOSO E SEGREGRACIONISTA, pois, de acordo com esse mesmo texto e com a conjunção aditiva empregada (-e), somente os negros e carentes poderiam fazer parte do curso

Porém um amigo não satisfeito continuou a discussão e soltou a seguinte frase, que irei reproduzir fielmente nos trechos a seguir.

AMIGO: - Pô !Se você leu dessa forma, o racista e preconceituoso é você!

EU: - Eeeeuuuuuuuu??????

AMIGO: - Sim. Porque somente lendo a história do curso você poderá discutir porque o nome dele é este, o.k.?

EU: - O.k., então eu irei ler.

Li então na quarta página do jornal a matéria que falava sobre o tal curso. E descobri que o curso teve início na Bahia e que foi criado por movimentos negros em áreas carentes que, em sua maioria, eram habitadas por pessoas negras e carentes. O seu nome original é PVNC (Pré-Vestibulares para Negros e Carentes) e com o passar do tempo este curso foi se espalhando por todo o país e até em áreas conhecidas por nós, moradores da região (como: Posse, Cabuçu, Rancho Novo, Edson Passos, etc.).

Tirei assim minhas conclusões, quer dizer minhas dúvidas, e as colocarei para vocês leitores.

Será que, ao tomar dimensões que abrangem muito mais áreas do que as de sua origem e com a entrada de vários segmentos sociais, o curso não deveria ter sensibilidade e mudar o seu nome ou então enviar para os meios de comunicação manchetes como: PRÉ-VESTIBULAR PARA CARENTES. Ou será que um negro carente é diferente de um branco carente? Para mim, todos são carentes e esse é o grande problema.

Ou será que o que estou tentando dizer é uma grande besteira e nós que tivemos esse tipo de interpretação é que somos os verdadeiros preconceituosos?

Não sei.

Jovens, povo da Baixada, sociedade, Brasil, por favor, me respondam.

Obs.: Vinícius Silva é um branco azedo e sem graça que adoraria pegar um solzinho e ficar negão (sem preconceito, é claro!).

Besos.


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades

Obvious Lounge: Palavras, Películas e Cidades
Agora também estamos no incrível espaço de cultura colaborativa que é a Obvious. Lá faremos nossas digressões sobre literatura, cinema e a vida nas cidades. Ficaram curiosos? É só clicar na imagem e vocês irão direto para lá!

(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC

(in)contidos - O novo livro de Vinícius Fernandes da Silva do PSQC
Saiba como adquirir o mais novo livro de Vinícius Silva clicando nesta imagem

Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!

Palavras Sobre Qualquer Coisa - O livro!
Para efetuar a compra do livro no site da Multifoco, é só clicar na imagem! Ou para comprar comigo, com uma linda dedicatória, é só me escrever um email, que está aqui no blog. Besos.

O autor

Vinícius Silva é poeta, escritor e professor, não necessariamente nesta mesma ordem. Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ, cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado também pela UFRJ. Foi professor da UFJF, da FAEDUC (Faculdade de Duque de Caxias), da Rede Estadual do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) e atualmente é professor efetivo em sociologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Criou e administra o Blog PALAVRAS SOBRE QUALQUER COISA desde 2007, e em 2011 lançou o livro de mesmo nome pela Editora Multifoco. Possui o espaço literário "Palavras, Películas e Cidades" na plataforma Obvious Lounge. Já trabalhou em projetos de garantia de direitos humanos em ONG's como ISER, Instituto Promundo e Projeto Legal. Nascido em Nova Iguaçu, criado em Mesquita, morador de Belford Roxo. Lançou em 2015, pela Editora Kazuá, seu segundo livro de poesias: (in)contidos. Defensor e crítico do território conhecido como Baixada Fluminense.

O CULPADO OCUPANDO-SE DAS PALAVRAS

Contato

O email do blog: vinicius.fsilva@gmail.com

O PASSADO TAMBÉM MERECE SER (RE)LIDO

AMIGOS DO PSQC

As mais lidas!